Surto de Covid-19 iniciou antes de jogo contra o Guarani, admite médico do CSA

 

O médico do CSA, Fábio Lima, afirmou em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (12), que o clube não sabe a procedência do chamado ‘paciente 0’, que iniciou o surto que contaminou por coronavírus 18 atletas do time.

O médico azulino informou ainda que os primeiros sintomas da doença foram sentidos por alguns jogadores na última sexta-feira (7), dois dias após a final do Campeonato Alagoano, onde o time enfrentou o CRB e às vésperas da estreia maruja na Série B, diante do Guarani. O Azulão estreou com vitória na competição.

“Até a final do Alagoano não houve nenhuma queixa de sintomas em nenhum jogador e só na Final do Alagoano que houve essa contaminação. Avisamos a possibilidade de ter um surto no CSA pois um dia depois um jogador alegou febre e não foi ao hotel. No dia seguinte, outro atleta relatou tosse. Depois outros jogadores relataram sintomas”, disse.

O jogo seguinte do CSA seria nessa terça-feira (11) contra a Chapecoense/SC, em Chapecó. Entretanto, devido à confirmação das contaminações, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu por adiar a partida. Lima informou que a determinação da entidade que comanda o futebol nacional se deu por causa das recomendações do próprio clube e da Federação Alagoana de Futebol (FAF). O médico disse ainda que a detecção da doença nos jogadores é mais difícil devido às condições físicas dos atletas, que geralmente, não apresentam sintomas ou, algumas vezes, somente a forma mais leve da doença.

“Por eles terem condições clínicas e físicas excelentes, os sintomas são mínimos e isso acaba aumentando o risco do contágio. Os nove primeiros atletas estavam isolados e quando se confirmou o surto, a FAF, CBF e CSA decidiram por não acontecer o jogo”, explicou.

Apesar de terem jogado contra o CSA na semana passada, atletas do CRB e Guarani foram testados e não foram diagnosticados com a doença.

O médico azulino alegou ainda que o fato dos jogadores ficarem em isolamento antes dos jogos e depois de dias de folga, pode ter ocasionado o surto no clube. Ele ressaltou novamente que não há como detectar quem foi o paciente 0 do clube.

“Com relação a gente ter a certeza absoluta do paciente 0 é difícil apontar de onde partiu. É difícil saber se foi com um atleta que chegou, entre nós mesmos e outros fatores. Quando estávamos em nossos domínios, estávamos livres da doença. A contaminação começou quando voltamos a ter contato externo. Então, chegamos à conclusão de que houve uma contaminação e com o confinamento, acabou acontecendo o surto. Com relação ao atleta Marquinhos e outros atletas que chegaram recentemente, eles foram testados antes mesmo de virem para cá”, disse.
Lima finalizou informando que a CBF autorizou um novo protocolo para testagem de atletas e comissão técnica.

“O protocolo da CBF previa atletas e treinador testados pelo hospital Albert Einstein, em São Paulo. A malha aérea tem problemas durante a pandemia e há uma lentidão. Com isso, há uma dificuldade. Com isso a CBF credenciou laboratórios locais para testes passaram a ser feitos na cidade e isso faz com que tenhamos maior velocidade. Os que não são contaminados, são liberados e se estiverem, serão afastados por 15 dias”, completou.

Não há previsão para que o CSA volte a campo pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

 

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