Policiais penais são afastados durante sindicância que apura mal estar de detentos

Um vídeo que circulou nas redes sociais durante o final de semana mostra cindo reeducandos recebendo atendimento médico no chão; motivo teria sido superlotação de celas

Seris/AL

Polícia Penal

Sete policiais penais que estavam de serviço no Presídio Masculino Cyridião Durval e Silva, em Maceió, durante episódio em que cinco reeducandos precisaram de atendimento médico após se sentirem mal, foram afastados cautelarmente por 60 dias após a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) instituir uma comissão de sindicância de investigação. O prazo de afastamento pode ser prorrogado por mais 60 dias.

De acordo com a Seris, a decisão foi tomada após análise do circuito interno de câmeras daquela unidade. O procedimento busca apurar a conduta dos servidores penitenciários durante o fato registrado no último sábado (12). Todos serão afastados com base no artigo 193 da lei 5.247/9, que instituiu o regime jurídico dos servidores públicos do estado de Alagoas.

Presos passam mal devido à superlotação em presídio da capital; Defensoria apura

Todos os reeducandos, foram prontamente atendidos por equipe da Gerência de Saúde da Seris, sendo encaminhados, por precaução, ao hospital de campanha montado no próprio sistema prisional, onde seguem sob observação.  Todos passam bem.

Eles serão novamente avaliados e devem retornar à unidade de origem somente quando estiverem plenamente recuperados.

Assistência ao reeducando

A Seris informa que, até aqui, não houve nenhum registro de óbito por Covid-19 entre os reeducandos. Ao todo, 66 presos que apresentaram sintomas e testaram positivo seguem em tratamento no hospital de campanha. Outros 65 se recuperaram da doença e outros 78 casos foram descartados.

Há ainda sanitização regular de todas as unidades prisionais. No complexo penitenciário de Maceió, reeducandos da oficina de saneantes fabricam material de limpeza revertido à higienização, graças ao reaproveitamento do óleo saturado de cozinha. Além disso, já são mais de 150 mil máscaras confeccionadas por reeducandos da oficina de corte e costura do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, desde o início da pandemia. Eles também confeccionam capotes doados a instituições como o Hospital da Mulher Drª Nise da Silveira, unidade referência no tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19.

A Seris – que dispõe de equipe multidisciplinar composta, inclusive, por médico infectologista – trabalha para retomar rotinas carcerárias que precisaram ser suspensas devido à pandemia, em virtude do risco de contágio.

O retorno gradativo da entrega de feiras pelos familiares dos reeducandos teve início há uma semana. Na barreira sanitária montada à porta do sistema prisional, profissionais de saúde aferem a temperatura de cada visitante, reforçando também a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção. Eles recebem orientações sobre como higienizar as mãos, atentando, ainda, para a importância do distanciamento social controlado.

As visitas, por sua vez, devem ser retomadas somente quando houver segurança sanitária para tal, considerando, entre outros aspectos, os indicadores da Covid-19 e a matriz de risco adotada pelo Governo de Alagoas. A Seris, porém, adotou estratégias para minimizar o impacto da suspensão das visitas, a exemplo do projeto Uma Carta Pra Você – que permite a comunicação entre familiar e custodiado –, já elaborando um planejamento para, em breve, liberar os encontros presenciais com toda a cautela que se faz necessária.

As melhorias estruturais também são destaque, conferindo ainda mais segurança ao sistema prisional alagoano, um dos mais controlados do país. Módulo 04, área administrativa e alojamentos do Presídio Baldomero Cavalcanti já passaram por reforma e ampliação em 2020. O mesmo ocorre à Casa de Custódia da Capital e ao Núcleo Ressocializador, que vai ganhar novos refeitório e espaço de convivência, entre outras benfeitorias.

“Temos feito todo o possível para preservar a saúde de todos durante a pandemia, valorizando o servidor penitenciário, garantindo segurança à sociedade alagoana e promovendo a efetiva ressocialização do apenado. Este é o compromisso da gestão prisional em Alagoas”, atesta o secretário da Ressocialização e Inclusão Social, coronel Marcos Sérgio de Freitas.

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1 comentário

  • Observador says:

    A Casa de Custódia da Capital(CCC) não tem:
    *Acesso pavimentado.
    *A laje dos módulos está desabando, a única alternativa foi colocar escoras temporárias
    *Módulos abarrotadas de presos.
    *Alojamento improvisados.

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