Caminhoneiro morto em batida com ônibus só tinha habilitação provisória para carro, diz companheira

Geison Gonçalves, de 22 anos, foi uma das mais de 40 vítimas do acidente. Passageiro do veículo dele sobreviveu.

Arquivo pessoal

Caminhoneiro morreu em acidente no interior de SP

O motorista do caminhão Geison Gonçalves Machado, de 22 anos e que morreu após se envolver em uma batida contra um ônibus em Taguaí, na região de Avaré (SP), não tinha habilitação para dirigir caminhão, segundo informou a companheira dele, que preferiu não ser identificada, ao G1.

A colisão ocorreu no quilômetro 172 da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, na manhã desta quarta-feira (25). Mais de 40 pessoas morreram após a batida.

Segundo a mulher, o caminhão saiu de Florestópolis (PR) para descarregar em Taquarituba (SP) e depois iria para Castro (PR), cidade onde Geison morava.

Ainda de acordo com a companheira, Geison não era habilitado para categoria D, tinha apenas habilitação provisória para carro e, por isso, levava outro caminhoneiro junto nas viagens.

“Ontem, foi nossa última conversa à noite, quando ele me disse que tinha parado para dormir, que hoje acordaria cedo para viajar”, lembra.

Última mensagem enviada por caminhoneiro morto em acidente em Taguaí — Foto: Arquivo PessoalÚltima mensagem enviada por caminhoneiro morto em acidente em Taguaí — Foto: Arquivo Pessoal

O outro caminhoneiro que estava no banco de passageiro sobreviveu. O sobrevivente teve escoriações, foi levado a um hospital da região e teve alta.

Quando o corpo foi liberado, Geison será velado no distrito Abapã, no Paraná, na associação de moradores, segundo a companheira.

“Está sendo um momento muito difícil. Era um jovem trabalhador, era cheio de planos. Passamos o final de semana juntos, me contou dos seus planos para o futuro”, lamentou.

Resumo:

  • Ônibus e caminhão colidiram em Taguaí (SP)
  • Acidente aconteceu por volta das 7h
  • Ônibus levava cerca de 50 trabalhadores de uma empresa têxtil
  • Colisão ocorreu no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho

O tenente diz ainda que o local é de difícil acesso e as informações ainda estão em atualização. O último balanço, de 13h30, aponta 10 feridos atendidos em três hospitais da região: de Taguaí, Fartura e Taquarituba.

Ainda conforme a polícia, algumas pessoas ficaram presas às ferragens. Os corpos dos mortos estão sendo levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Avaré.

O acidente aconteceu em um trecho de curva da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, que é pista simples. A rodovia SP-249 não tem pedágios. Segundo a Polícia Militar Rodoviária de Itapeva, não são comuns acidentes no trecho da rodovia onde foi registrada a batida.

A causa do acidente é investigada. A suspeita da polícia é que uma ultrapassagem teria provocado a colisão.

O Governo de São Paulo informou que montou uma força-tarefa para identificar e liberar os corpos das vítimas (veja a nota abaixo).

O Coordenador da Defesa Civil do Estado, Coronel Walter Nyakas Júnior, e os Secretários de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e de Saúde, Jean Gorinchteyn, foram até o local para coordenar os resgates, visitar os hospitais onde estão as vítimas e agilizar a liberação dos corpos.

O Governo também convocou a população para doação de sangue no hemocentro de Botucatu para ajudar ao atendimento médico dos feridos.

Uma lista recebida pelas equipes de resgate aponta que 52 trabalhadores estariam no ônibus, além do motorista. A polícia trabalha na identificação das vítimas.

“A informação inicial, [seriam] funcionários de uma empresa, ao menos 53, não temos dados precisos, é uma região de difícil acesso. Pessoas socorridas para hospitais da região e outras estão recebendo socorro, presas nas ferragens”, informou o tenente Guedes.

Segundo os bombeiros, os funcionários eram levados para a empresa Stattus Jeans, em Taguaí. O G1 e a TV TEM tentam contato com a empresa.

O ônibus com trabalhadores saiu de Itaí, passou por Taquarituba e seguia até a empresa têxtil em Taguaí quando houve o acidente.

Fonte: G1

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