Jovem herói do Flamengo saiu de projeto de universidade e realiza sonho do pai que perdeu na adolescência

Paulo Reis/CR Flamengo

O Flamengo venceu o Nova Iguaçu por 1 a 0, na última terça-feira, na estreia da equipe no Carioca. Já no fim, o gol saiu dos pés de Max, que fez seu primeiro jogo no profissional, chamou atenção por golaço e tem uma história de inspiração.

Criado no bairro Dom Bosco, em Belo Horizonte, o meia de 19 anos assinou no fim do ano passado o contrato profissional com validade até o fim desta temporada. No entanto, até ser reconhecido pelo clube carioca, ele precisou se destacar em Minas. Chegou a jogar no time de futebol da Universidade Federal de Juiz de Fora, quando ganhou oportunidade de defender o Uberabinha em projeto da própria faculdade.

Por lá, participou da Associação Mineira de Desenvolvimento Humano e jogou pelo Tupi, de Juiz de Fora. Foi aí que acabou sendo descoberto pelo Flamengo durante a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Logo depois, foi contratado pelo time carioca. E se destacou pela polivalência. Meia de origem, já atuou como volante e até como ponta esquerda desde então.

De origem humilde, Max perdeu seu pai, Altair Aparecido, no ano de 2013. Ainda adolescente, o garoto se agarrou na mãe Ângela Conceição e no sonho de virar jogador de futebol para dar orgulho aos familiares e, claro, ao pai Altair.

Em uma entrevista ao Tribuna de Minas, o meio-campista contou sobre o sentimento envolvido mesmo em pouco tempo de vida com Altair.

“Meu pai, por mais que não tive muito contato com ele, é minha inspiração também. Ele vendia picolé nas ruas, todo mundo conhecia na região. Ele sempre ia em casa e me falava para acreditar no meu potencial e que queria me ver jogar no Flamengo. Levei isso para dentro de mim. Toda vez que entro em campo, agradeço a Deus por meu pai e por minha família, sempre me apoiando”, disse o garoto.

Max teve destaque também no time sub-20. Em um jogo contra o Vasco, chegou a fazer um gol olímpico contra o rival.

Após a pintura contra o Nova Iguaçu, na última terça, ele não escondeu a felicidade e revelou quem é seu espelho: Gerson.

“Fiquei emocionado, é a minha estreia pelo Flamengo. Estava vindo da base e cheguei ao grupo profissional. Estou aqui para ajudar o time. Eu me inspiro muito no Gerson, que está no profissional”, explicou o meia.

Fonte: ESPN

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