Justiça determina soltura de empresário suspeito de comprar bebê por R$ 4 mil

Juiz determinou liberdade provisória levando em conta que suspeito tem residência própria e não possui antecedentes criminais.

Bebê teria sido vendido pelo pai biológico em Praia Grande, SP — Foto: Kelly Sikkema/Unsplash/Imagem ilustrativa

A Justiça determinou a soltura do empresário de 33 anos preso por suspeita de ter comprado um bebê por R$ 4 mil, após contato pelas redes sociais. O caso ocorreu em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo G1 nesta sexta-feira (9), foi concedida a liberdade provisória ao investigado. O pai biológico da criança, apontado como a pessoa que fez a venda, está foragido.

O juiz determinou a soltura levando em conta que o suspeito tem residência própria e não possui antecedentes criminais. Assim, ele deverá responder ao processo em liberdade. O empresário, morador da capital paulista, foi levado para a Delegacia Sede de Praia Grande junto com o companheiro para depor sobre o caso, após o menino ser encontrado na Zona Leste de São Paulo.

Segundo o delegado Alex Mendonça, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, que está à frente do caso, o homem disse que conseguiu o contato da mãe do bebê por meio de uma comunidade na internet. Ele alegou que ajudou a mãe durante a gravidez, para poder ficar com o bebê quando nascesse, já que ele tinha o sonho de ser pai. Entretanto, o delegado ressalta que em nenhum momento o suspeito disse ter feito uma compra.

O empresário teve a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal de Praia Grande. Apesar da soltura nesta quinta-feira, as investigações sobre o caso continuam, assim como as buscas pelo pai biológico, suspeito de ter feito a venda.

Relembre o caso
Foi a mãe da criança quem acusou Ronaldo Alves de Souza, de 47 anos, de ter vendido o próprio filho por R$ 4 mil. Ela foi até a delegacia denunciar o ex-marido, pai do recém-nascido, por ter sido agredida por ele no dia 19 de março. Conforme a mulher, ele invadiu sua casa por uma janela e a agrediu com socos no rosto e em outras partes do corpo, fugindo em seguida.

Durante o registro da ocorrência de lesão corporal, ela revelou que a briga ocorreu em virtude da venda do filho deles pelo ex, no dia 3 de março. “Com base nessas informações, instauramos um inquérito, e começamos a investigar o caso. Conseguimos chegar até as pessoas que haviam comprado o bebê”, relatou ao G1 o delegado responsável pelo caso.

O menino foi encontrado na Capital. De acordo com Mendonça, com as informações, obtidas, inclusive, por meio do monitoramento das redes sociais, foi pedido ao Poder Judiciário um mandato de busca para o recém-nascido, além do pedido de prisão do pai biológico e do comprador.

“Eles fizeram uma adoção ‘à brasileira’, como é dito. O casal registrou o bebê em seu nome, como se fossem os pais biológicos”, afirma. A polícia também suspeita de um possível esquema de tráfico de bebês e crianças, que usa as redes sociais para viabilizar os crimes.

O recém-nascido foi levado para uma casa de acolhimento em Praia Grande e, segundo o Conselho Tutelar, estava bem cuidado e não apresentava sinais de maus-tratos. Ele permanece à disposição do Juízo da Infância e da Juventude, que irá decidir o que fazer com o menino.

Fonte: G1

Veja Mais

Deixe um comentário