Diteal abre exposição “Fauna”, da artista Ana Cahú, em seu site

Com quase 70 obras, entre pinturas e esculturas, mostra fica em cartaz virtualmente, devido à pandemia

Divulgação

Um universo repleto de seres de diferentes épocas, habitats, cores e formas habita no fazer artístico da artista visual Ana Cahú e ganha o mundo em suas telas e esculturas. Com quase 70 obras que retratam um pouco dessa pluralidade de produções com um objetivo: despertar a importância da preservação ambiental, a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) abre a exposição “Fauna”, da artista, nesta quinta-feira (17/06/2021).

A mostra, instalada na galeria do Complexo Cultural Teatro Deodoro, fica em cartaz pelo site: diteal.al.gov.br , enquanto as visitas estiverem suspensas por causa da pandemia da Covid-19. Virtualmente, é possível não só passear pela exposição com as imagens em 360º, como também ter acesso às informações sobre as obras, a artista e a mostra.

“A pandemia segue nos desafiando e o digital sempre surge como uma ferramenta interessante para propagar a arte. Fauna, de Ana Cahú, é uma exposição com uma temática atual e importante e com belas obras. Parabenizo e agradeço a artista, assim como toda a nossa equipe, e convido para que todos prestigiem a mostra”, disse Sheila Maluf, diretora-presidente da Diteal.

Esta é a quarta exposição online promovida pela Diteal por consequência da pandemia. Pela segunda vez, é possível agendar visitas guiadas para grupos de escolas e instituições sociais. Os representantes devem entrar em contato pelo telefone (82) 3315-5660/ 98884-6885, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, ou pelo e-mail escolasditeal@gmail.com para marcar dia e hora.

“Sua primeira exposição individual foi em 2016, na OAB e, neste 17 de junho de 2021, a Galeria de Artes Visuais do Complexo Cultural Teatro Deodoro recebe Fauna, a segunda exposição de Ana Cahú, um nome conhecido na cena local, e que vem galgando espaço por outras searas. O tema em pauta é o meio ambiente, quando a artista nos enche de formas geométricas, dando cores cheias de magia para suas imagens de plantas e animais. É com imensa satisfação que a Diteal permanece em atividade, mesmo em tempos tão adversos e imprevisíveis no convívio humano, mas estreamos com o tour virtual, na expectativa de que durante o período da exposição, possamos ao menos receber dentro das normas exigidas, grupos presenciais. É confortável afirmar que a exposição está encantadora”, afirmou o gerente artístico e cultural da Diteal, Alexandre Holanda.

Para Ana Cahú, expor sua arte no Complexo Cultural Teatro Deodoro é a realização de um sonho. “Eu trabalhei aqui perto do teatro, na Barão de Maceió. Quando o Complexo foi construído, ainda trabalhava aqui e, toda vez que eu passava, pensava que meu sonho era expor nessa galeria. Em 2017, o Fredy Correia me chamou para uma exposição coletiva e dei aquela cocriada básica: tomara, meu Deus, que eu exponha aqui individualmente algum dia. Tem dado muito certo: entrego, confio e agradeço. Está sendo maravilhoso. Ganhar o prêmio Vera Arruda, da Secult Alagoas, fechou com chave de ouro o ano de 2020, apesar de ser pandêmico, fiz muita coisa, só tenho a agradecer. Sou muito grata em poder mostrar o meu trabalho. Estou honrando a minha ancestralidade e muito feliz, realmente amo pintar”, revelou a artista.

Sobre a artista e a exposição:

Ana Cahú é artista visual contemporânea autodidata, nascida no Rio de Janeiro, e mora há mais de 35 anos em Maceió. Suas avós eram artistas. A paterna, no Rio de Janeiro, pintava e ensinava pintura em porcelana em madeira e em tela. Já a avó materna, de Recife, pintava óleo sobre tela e aquarela.

Com a arte pulsando na veia, Ana começou a desenhar quando criança, sempre formas coloridas, também com o estímulo da mãe. Na adolescência, fazia cartões de aniversário para os amigos, também pintava capas de cadernos e expandia o amor pela arte.

“Morei no Rio de Janeiro capital, até os 7 anos. Depois, minha família mudou para Manaus/AM, nesse período tive acesso ao artesanato local e convivi com os produtos e as cores utilizadas pelos índios. De volta ao Rio, passeávamos pelo Jardim Botânico, e as cores das plantas e flores começaram a chamar atenção. Em 1986, meus pais resolveram mudar para o Nordeste, a cidade escolhida foi Maceió, me apaixonei pelo verde esmeralda das águas de Alagoas”, conta Ana Cahú.

Fauna foi inspirada na difícil realidade mostrada na imprensa sobre o desmatamento. “A exposição Fauna veio a partir de uma reportagem que vi sobre as queimadas na Amazônia e no Pantanal em 2020. Fiquei preocupada e com o senso de responsabilidade de apelar pela preservação da Fauna e Flora Brasileira. Todos somos um e devemos compartilhar um ideal de saúde e manutenção de todos os que vivem em nosso Planeta Terra”, reflete a artista.

Algumas obras da exposição são assinadas por Ana e Dalton Costa, o artista brasileiro, que possui em sua arte sustentável um grande apelo preservacionista. A curadoria de Fauna é feita por Lúcio Santos, artista Visual, Mestre em História, arquiteto e urbanista e amigo de Cahú.

“Podemos classificar suas obras pictóricas como a celebração, a preservação de nossa fauna e flora, nos diferentes habitats, que outrora dizimamos, chegando em alguns casos a extinção. Não apenas da celebração da vida, como vemos nas representações figurativa dos animais e na explosão de cores, mostrando nos que a vida é importante, desde que entendamos que não só os humanos têm almas eternas, ao contraponto que os animais são apenas corpos evanescentes (tristes pensamentos). As obras, em tempo, nos mostram esse percurso humano entre animais que convivem em perfeita união, ferozes com os mansos, de biomas diferentes subdivididos nos elementos do fogo, terra, água e ar”, observa o curador.

Para Lúcio, a exposição é lida em dois momentos diferentes como a trajetória da artista Ana Cahú pelas formas e cores intitulada como percurso, e a Fauna na visão da artista. Em seu circuito, é possível transitar pela história das espécies, admirar a beleza e diversidade, refletindo sobre o ambiente, ou seja, a nossa casa.

“Natureza, vejo na Fauna fonte de inspiração que não tem fim, que desabrocha em cada olhar, e muitas vezes com pesar, apresenta-se devastada, com perigo de extinção e morta. Minha pintura quer alertar a necessidade da preservação e da manutenção da vida na Terra”, conclui Ana Cahú.

Fonte: Hannah Copertino/Diteal

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