TJ auxiliará na capacitação dos policiais da delegacia para vulneráveis

Reunião virtual teve participação do TJAL, da Polícia Civil e de representantes de religiões de matriz africana.

A Coordenadoria de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) vai auxiliar na formação dos profissionais que atuarão na delegacia de combate a crimes contra populações vulneráveis. O assunto foi discutido nesta sexta (16) com representantes da Polícia Civil, da Defensoria Pública e de religiões de matriz africana.

 

De acordo com o secretário da Coordenadoria, Pedro Montenegro, um modelo de curso será criado com o auxílio de profissionais da educação e de integrantes dos grupos que serão atendidos pela delegacia.

 

“O objetivo é preparar melhor as equipes da polícia. Voltando as atividades presenciais, o curso poderá até ser ministrado nas dependências da Escola da Magistratura”, disse o secretário, ressaltando que o treinamento deverá ser dividido em módulos. “Dessa forma o curso pode se estender sem se tornar exaustivo, proporcionando uma formação continuada”.

 

O professor Clébio Araújo, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), afirmou que muitos policiais demonstram despreparo ao lidar com casos envolvendo, por exemplo, as religiões de matriz africana. “É urgente fazer um trabalho de base nas polícias falando sobre essas religiões e sobre a cultura afro-brasileira. Ainda vemos muito despreparo e ignorância por parte dos quadros da polícia para lidar com essa realidade”.

 

Para o diretor-geral da Polícia Civil, Carlos Alberto Reis, a boa formação dos policiais da delegacia é importante. “Não podemos permitir que uma pessoa vulnerável seja vitimada e, ao procurar a instituição policial, seja novamente vítima”, afirmou Carlos Reis, ressaltando que a delegacia deve começar a funcionar nos próximos dias em Maceió.

 

“Estamos finalizando os preparativos, providenciando o mobiliário e os computadores. Logo a delegacia começará a funcionar para atender a população que precisa”, destacou.

 

A delegacia investigará crimes contra negros, idosos, adeptos de religiões de matriz africana, pessoas com deficiência, quilombolas, ciganos, índios, moradores de rua e público LGBTQIA+. O projeto de lei que a criou foi assinado, em outubro do ano passado, pelo desembargador Tutmés Airan, então governador em exercício.

Fonte: Dicom/TJ

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