Mulher é indiciada por agressões contra marido, além de dopar e usar aposentadoria da vítima

Servidor público é vítima de maus-tratos; segundo polícia, esposa é suspeita — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil indiciou, por maus-tratos, uma mulher de 53 anos suspeita de agressões contra o marido. A vítima é um servidor público aposentado, de 49 anos, diagnosticado com esquizofrenia. Segundo os familiares, os abusos ocorrem há pelo menos 10 anos.

Os enteados da vítima, que preferiram não se identificar, contaram que a mãe e o padrasto se conheceram em 2001. Eles disseram à polícia que o homem sofria agressões físicas e verbais pela mulher. O G1 não localizou a defesa da investigada.

Em uma das situações, um dos filhos contou que chegou em casa e viu o padastro “desolado” ao, supostamente, ser agredido. Após o episódio, o enteado decidiu sair de casa.

“Estava tudo quebrado, tudo bagunçado, e ele bem triste dizendo que minha mãe tinha batido nele”, contou um dos filhos à polícia.

Retorno ao Brasil

 

Em julho deste ano, no entanto, os filhos contam que a mãe resolveu voltar ao Brasil para fazer uma cirurgia estética. A mulher alugou um apartamento em Águas Claras para o casal ficar temporariamente. No mesmo mês, segundo uma das filhas, em um encontro familiar, a mulher teria agredido o padrasto e o enforcado.

“Ela enforcou ele na frente de todo mundo, vimos que a situação estava muito pior”, contou a filha da suspeita à Polícia Civil.

 

Após o episódio, os enteados entraram em contato com a família do servidor, que mora no Rio de Janeiro, para informar a situação e pedir ajuda. Então, todos se uniram e decidiram entrar na Justiça com uma ação de interdição para que o homem volte a ficar sob os cuidados da mãe, que também mora no Rio de Janeiro.

Além disso, os enteados conseguiram informações com uma diarista que prestou serviços no apartamento em Águas Claras nesse período. A mulher, que não poder ser identificada por motivos de segurança, contou que o servidor tinha sido agredido pela esposa no braço.

“A diarista falou que ele é proibido de tirar a camiseta. Depois, ela viu que ele está cheio de marcas no braço, de hematomas”, contou uma das enteadas da vítima.

 

Vítima sedada

 

Por causa do risco à vida do servidor público, os enteados resolveram ir com um policial militar até o apartamento do casal em Águas Claras, no início de agosto. Os familiares, segundo a polícia, aproveitaram o dia da cirurgia da mulher, para que ela não os impedisse de ver o padrasto.

De acordo com a investigação, o homem estava em casa apenas com a diarista contratada para ficar no local. Segundo os enteados, ele foi encontrado dopado. O policial militar que esteve no local depôs como testemunha e também relatou que a vítima estava sob efeitos de superdosagem de medicamentos.

Após procurarem a Delegacia de Taguatinga Sul e registraram mais um boletim de ocorrência contra a mulher suspeita de maus-tratos, os enteados contam que não tiveram mais notícias sobre o servidor e a mãe.

Fonte: G1

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