Conselho e família questionam morte de policial militar por colegas de farda

Reprodução redes sociais

MP e família questionam morte de policial militar por colegas de farda

O promotor Magno Alexande, membro do Conselho Estadual de Segurança Pública, e familiares do sargento Alessandro Oleszko, 45 anos, questionam as circunstâncias da morte do militar, enterrado nesta terça (12), após ter sido morto por colegas de farda dentro de um condomínio na cidade de Satuba, região metropolitana da capital. RELEMBRE AQUI.

Tanto o promotor, que preside o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, quanto os familiares do militar questionam o porquê de não ter sido utilizado armamento não letal para conter o sargento, que estava afastado da corporação por estar em tratamento psicológico. A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que o sargento foi ferido durante um surto.

Alessandro Oleszko, que era natural do sul do país, ingressou na Polícia Militar de Alagoas em 2006. No domingo, 10, ele teria ido à residência do ex-genro e efetuado disparos contra a casa. Ele foi denunciado à PM e seria detido na segunda (11), mas resistiu à prisão e foi ferido com um disparo na altura da virilha, morrendo no Hospital Geral do Estado.

No último dia 8, o PM divulgou um vídeo nas suas redes sociais onde faz um relato do episódio que, segundo ele, desencadeou todos os seus problemas psicológicos. No vídeo, o militar alega que desenvolveu transtorno de ansiedade após denunciar colegas de farda de truculência após uma abordagem à sua filha e ao então namorado dela. A menina teria sido agredida e revistada irregularmente por policiais masculinos.

Oleszko denunciou o caso à Corregedoria da PM, os militares chegaram a ser afastados, mas posteriormente a investigação foi arquivada.

Em entrevista à imprensa, o promotor Magno Alexandre disse que solicitou à Corregedoria da PM que apure os fatos por meio de procedimento administrativo para dar “uma resposta à sociedade e aos familiares do militar”. O promotor disse, ainda, que é importante saber se houve desvio de conduta dos militares que iriam realizar a prisão.

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