Acusado de asfixiar noiva que morreu após mais de um ano em tratamento é condenado a 27 anos de prisão

Noivo da vítima, William Cesar Borreli, foi a júri popular no Fórum de São Vicente, no litoral de São Paulo. Caso ocorreu em março de 2016.

Acusado de asfixiar noiva que morreu após mais de um ano em tratamento foi condenado a 27 anos de prisão — Foto: G1

William Cesar Borreli, acusado de asfixiar a noiva, que morreu após mais de um ano em tratamento, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, segundo apurado pelo g1 nesta quarta-feira (20). O julgamento durou mais de dez horas e aconteceu no Fórum de São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo o advogado de defesa, ele já recorreu da decisão.

Durante o julgamento, que aconteceu nesta terça-feira (19), foram ouvidas cinco das seis testemunhas programadas para a audiência: duas de acusação, uma comum e duas de defesa. A sexta, que seria de defesa, não compareceu. A pena foi anunciada por volta das 20h50. O réu foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado.

O crime ocorreu em São Vicente, em março de 2016, no apartamento onde a enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves, que tinha 26 anos, morava. O noivo dela foi preso no dia 9 de agosto do mesmo ano, por ser o principal suspeito, mas negava o crime. Após mais de um ano, a vítima permanecia em tratamento, quando teve uma parada cardíaca e morreu.

Janaina ficou quase cinco meses internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Ana Costa, em Santos. Depois, passou a realizar tratamento médico em casa, em São Vicente. A jovem respirava com a ajuda de aparelhos e se expressava muito pouco, por ter perdido os movimentos após a agressão.

Em 2017, Janaína broncoaspirou a dieta colocada diariamente pela enfermeira, que cuidava dela em casa. Com isso, a saúde dela se agravou, e em setembro ela foi diagnosticada com pneumonia. Ela foi internada na Unidade de Terapia Intensiva e teve alta com quadro estável, entretanto, morreu no dia 13 de outubro de 2017, depois de uma parada cardíaca.

Crime
Em depoimento à polícia, o suspeito afirmou que, ao chegar ao apartamento onde a noiva morava, encontrou a vítima sendo esganada por um pedreiro em um dos cômodos. Ao tentar salvar a jovem, ele entrou em luta corporal com o suposto agressor, que se desvencilhou e fugiu.

Já o pedreiro negou ser o responsável pelo crime. Segundo a versão do funcionário, ele realizava serviços no apartamento quando o noivo da vítima entrou e ficou com ciúmes por algum motivo, atacando a mulher. No entanto, o pedreiro afirma que saiu do local sem ver o desfecho das possíveis agressões.

Em entrevista ao g1 na época do crime, um amigo de Janaina, que preferiu não se identificar, disse que o noivo da jovem era bastante ciumento, e que chegou a ameaçá-lo. Segundo ele, a discussão foi em 2014, e após o ocorrido, ele se distanciou da enfermeira. Também em entrevista ao g1, Nelci Alves da Silva, avó de Janaina, afirmou que as discussões entre o casal se intensificaram por conta de uma conta nas redes sociais.

Fonte: G1

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