Homem, namorada e pai são presos suspeitos de dar golpe com pirâmide financeira de apostas esportivas

Outras três pessoas foram detidas. Advogado das vítimas calcula R$ 15 milhões de prejuízo, em Goiás.

Seis pessoas são presas suspeitas de aplicar golpes de apostas esportivas em cerca de 300 pessoas, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um homem, a namorada, o pai dele e outras três pessoas foram presas suspeitas de aplicar golpes em cerca de 300 pessoas, em Goiás. A Polícia Civil apura um esquema de pirâmide financeira e estima que o prejuízo seja milionário. Segundo um advogado das vítimas, o grupo prometia que os valores investidos seriam aplicados em apostas esportivas. A polícia ainda cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de outras cinco pessoas.

O g1 não conseguiu localizar as defesas dos detidos para que se manifestem. A reportagem também não obteve contato com os demais suspeitos de envolvimento.

Os mandados de prisões temporárias e buscas e apreensões foram cumpridos durante a Operação Octopus, na sexta-feira (26), por policiais da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor (Decon) em Bela Vista de Goiás e em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

De acordo com a polícia, o alvo da operação foi preso em na Vila Rosa, em Goiâina, e é o suspeito de comandar um esquema de pirâmide financeira em uma empresa de investimento esportivo sediada em Bela Vista de Goiás.

Entre os detidos, também estão a namorada e o pai do alvo. Na casa dele, ainda foi apreendida uma pistola calibre 380 sem registro e com munições.

Segundo a polícia, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa da mãe do suspeito, em Bela Vista de Goiás, e na residência de outras quatro pessoas que vivem na cidade.

Advogado calcula R$ 15 milhões de prejuízo
De acordo com o advogado das vítimas, Antônio Miguel, o grupo cobrava cerca de R$ 300 mil por aposta. A Polícia Civil disse que ainda apura o valor total do prejuízo causado a essas pessoas, mas estimou que o valor esteja calculado em milhões.

“As pessoas eram atraídas por esses supostos empresários do ramo financeiro. Eles prometiam um lucro fácil de 30 a 50%. Falavam que o dinheiro seria aplicado em apostas esportivas e retorno de um lucro muito alto, muito exorbitante”, disse o advogado.

De acordo com o advogado, a defesa aguarda o fim do inquérito policial e espera que os clientes sejam devidamente ressarcidos.

“Nós, como advogados dessas vítimas, aguardaremos o trabalho de conclusão de inquérito da Polícia Civil e, possivelmente, arrecadação e sequestro de bens dessa suposta organização criminosa para que as vítimas possam ser ressarcidas de todo o prejuízo causado. Estima-se que o prejuízo gire em torno de R$ 15 milhões aqui na cidade de Bela Vista de Goiás”, contou.

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