Avanço da ômicron não estava nos planos do governo e pode desgastar ainda mais Bolsonaro no ano eleitoral

O avanço da variante ômicron do coronavírus não estava nos planos do governo e pode desgastar ainda mais a imagem do presidente Jair Bolsonaro, agora em pleno ano eleitoral.

Por isso, o ideal seria o Palácio do Planalto parar de errar em temas relacionados à pandemia, e o presidente passar a defender a vacinação.A avaliação é de líderes do Centrão, preocupados com as polêmicas levantadas por Bolsonaro, principalmente relacionadas à imunização de crianças, e com as evidências de que a pandemia pode continuar assustando o dia a dia dos eleitores até perto da eleição presidencial, marcada para outubro.

Até aqui, o governo trabalhava com um cenário menos grave para a pandemia no Brasil diante do avanço da vacinação, que derrubou o número de internações e obtidos.

Só que o surgimento da ômicron mudou o panorama. As internações aumentaram e há risco de colapso no sistema de saúde em algumas capitais.

“O governo trabalhava com um cenário de pandemia no fim neste início de ano, o que poderia contribuir para reduzir o desgaste do presidente, que insiste no seu negacionismo. Agora, o risco é de a pandemia ficar entre nós até perto da eleição. Isso vai aumentar o desgaste do Bolsonaro”, disse ao blog um líder do Centrão.

Segundo ele, o ideal seria o governo parar de errar no combate à pandemia, como ocorreu agora com a vacinação de crianças.

Para esse líder, o governo sabia desde o início que teria de incluir a imunização infantil no seu programa nacional e ficou se desgastando ao criar polêmicas sobre o tema. Resultado: saiu com a imagem arranhada, e a vacinação vai acontecer.

Nova CPI?

Por isso, os assessores de Bolsonaro já começaram a trabalhar para evitar que a oposição no Senado consiga assinaturas para criar uma nova CPI da Covid, cujo requerimento já foi protocolado.

Até agora, o requerimento já conta com dez assinaturas. São necessárias 27. Uma CPI funcionando no ano eleitoral aumentaria ainda mais o desgaste de Bolsonaro em relação ao coronavírus.

Fonte: G1

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