Presidente da velha guarda da Mocidade é agredido em ensaio na quadra da escola

Um grande barraco tomou conta do primeiro ensaio na quadra da escola de samba Mocidade, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, no último sábado. Arnaldo Assis, presidente da Velha Guarda, foi agredido por um homem no meio da quadra. Um vídeo feito por um frequentador mostra o exato momento das agressões.

Nas imagens, um homem parte para cima do componente de mais de 30 anos da escola, que tenta se defender com uma mesa. Em seguida, ele leva um tapa, recua e cai no chão.

A diretoria da Mocidade emitiu nota de repúdio ao acontecimento e informa que identificou o homem e o expulsou da quadra e de todos os eventos da escola.

Um boletim de ocorrência também foi feito, e a Mocidade afirma que “adotará todas as medidas possíveis para que o inquérito seja instaurado e o agressor punido de acordo com a Constituição Brasileira”.

O outro lado

Segundo o EXTRA apurou, o homem que aparece agredindo Arnaldo Assis é Igor Guimarães, filho de uma componente da escola, que teria sido agredida verbalmente pelo presidente da Velha Guarda da Mocidade. Igor teria ido tirar satisfação e defender a mãe.

“Tenho vídeos, áudios e testemunhas presenciais que mostram que Arnaldo agrediu e humilhou a minha mãe com palavras de baixo calão, na frente de outras pessoas. Minha mãe é uma senhora idosa, de 64 anos. Por conta disso, teve o ocorrido”, explicou Igor ao EXTRA nesta segunda-feira.

“Fui para tirar satisfação com ele. Foi a primeira vez que tive a oportunidade de falar com ele pessoalmente. Ele não me insultou, só repetiu o que tinha dito para minha Mãe. Quem me conhece sabe: não faço mal a uma formiga. Isso explica a quantidade de pessoas em minha defesa sem eu pedir absolutamente nada”, completou.

Igor diz que desfila na escola desde os 8 anos de idade e lamenta o fato da Mocidade não o ter procurado para ouvir sua versão dos fatos.

“Em momento algum a escola me procurou. Desfilo na Mocidade desde 8 anos de idade. São 21 anos frequentando a agremiação. Eu amo a Mocidade, do fundo do meu coração. Eles emitiram uma nota, mas não me procuraram, não ouviram meu lado e nem o da minha mãe”.

 

Fonte: Extra

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