Educação Financeira: a importância da gestão em tempos de crise

A educação financeira é uma boa importante aliada. Independente do negócio, o mindset de um bom gestor depende da visão a curto, médio e longo prazo. Neste sentido, saber cuidar do próprio dinheiro está entre as principais necessidades dos empreendedores.

No entanto, o Brasil está longe de ser um país desenvolvido no sentido da gestão da própria renda. Pelo contrário, do complexo sistema tributário às altas taxas de juros, poucos empreendedores sabem como funciona a economia no país e isso causa reflexos negativos.

Não à toa, desde 2016 o nível da dívida bruta das empresas brasileiras tem crescido segundo o levantamento da Economatica. No fim de 2021, o montante somou R$1,26 trilhão, o maior valor  da série histórica do levantamento.

Justamente por isso, hoje nós vamos falar da educação financeira e a razão dela ser tão importante, especialmente nos tempos de crise!

O que é a educação financeira?

A educação financeira pode ser entendida como a gestão do próprio dinheiro, isto é, dos ativos e passivos relacionados à empresa ou ao indivíduo.

Quando falamos de passivo, entende-se tudo que gera um gasto ou dividendos a pessoa. Um investimento a longo prazo, por exemplo, é um ativo que gera lucro. Neste sentido, ele precisa ser levado à ponta do lápis, assim como um empréstimo, ativo que gera juros e aumenta os seus gastos.

Para as empresas, é importante ter sempre em mente essa relação ao tratar de educação financeira. Isso porque toda decisão provoca um impacto ao negócio. Na prática, você usa recursos que podem ser utilizados para diferentes propósitos, como o ganho de eficiência em processos específicos, acréscimos aos salários de colaboradores, investimentos a curto, médio ou longo prazo, entre outros tantos exemplos.

Enquanto pessoa física, a educação financeira se limita às decisões da própria renda. O uso do cartão de crédito ou do crédito especial, por exemplo, é uma decisão que impacta na sua educação financeira, visto que compromete o seu ganho.

Muitas vezes, ter um entendimento sobre os juros, custos de contratação etc, impede que você tome decisões precipitadas, especialmente relacionadas às linhas de crédito.

Gestão financeira e tempos de crise: qual a relação

A educação financeira tem diferentes propósitos e tudo sempre depende das suas metas a curto, médio e longo prazo. Independente de ser um gestor ou uma pessoa com objetivos, tudo depende de dinheiro e logo o entendimento sobre o seu próprio cenário financeiro se mostra indispensável. No entanto, vale destacar também o papel do cenário macroeconômico.

A conjuntura do mercado impacta na percepção do seu dinheiro e isso cria variáveis tão importantes quanto a gestão financeira em si. A inflação, por exemplo, pode impactar tanto quanto o uso do seu cartão de crédito, afinal ambas as decisões geram consequências e limitações.

Sendo assim, você pode dividir dois aspectos da gestão financeira: as decisões pessoais e os valores macroeconômicos.

No aspecto pessoal, a educação financeira é a aliada mais importante. Aqui, você precisa entender quais são as suas aspirações e como torná-las reais. Portanto, você pode adotar políticas de uso de cartão de crédito e outras linhas de crédito, buscar guardar dinheiro e tomar decisões que evitam gastos desnecessários.

Já no campo campo macroeconômico, a sua única mudança está no voto popular, escolhendo líderes comprometidos com a economia brasileira e de políticas públicas que consideram todos os poderes de compra. Fora isso, outra forma de lidar com essas mudanças em escala nacional é se informar sobre os acontecimentos internos e externos.

A meta da inflação, o crescimento do PIB e as condições do mercado internacional são formas de acompanhar a valorização ou desvalorização da moeda. Na prática, uma moeda valorizada tem taxas menores e indica situações onde gastos podem ser feitos, enquanto moedas desvalorizadas ressaltam a importância de não comprometer a renda a médio e longo prazo.

Como economizar dinheiro

Saber como economizar dinheiro não é uma tarefa fácil e dificilmente alguém consegue separar uma quantia sem educação financeira. Para ter sucesso, antes de mais nada, você deve ter em mente que planos e metas só são realidade com dinheiro. Portanto, valorize a sua renda e evite gastos desnecessários, aqueles que não geram momentos marcantes.

Abaixo veja as principais dicas para economizar ao longo do mês!

1. Invista ou poupe

Entre investir ou guardar dinheiro, você pode fazer os dois! Tanto os investimentos a longo prazo quando a tradicional poupança são formas válidas de criar o famoso “pé de meia”. Sendo assim, dê preferência para o que for mais fácil para a sua realidade.

2. Leia, pesquise e acompanhe sobre educação financeira

Atualmente, há muitas formas de ler, pesquisar e acompanhar sobre educação financeira, e não há nada melhor do que o hábito de ler sobre este assunto. Assim, siga e sempre procure conteúdos para se manter inspirado.

3. Crie uma conta descomplicada

Ter uma conta PJ descomplicada e focada em praticidade é algo que não deve ficar de fora. Isso porque você evita compromissos que comprometam a sua renda ou gere gastos com coisas simples, como transferências, pagamentos de contas ou até mesmo a emissão de boletos.

Fonte: Assessoria

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