Polícia Federal transfere colombiano preso por estupro em Alagoas; vídeo

Colombiano que estuprou e matou namorada de 18 anos é preso em pousada em Alagoas

A equipe da Polícia Federal em Alagoas (PF/AL) realizou na tarde desta terça-feira, 02, a transferência do colombiano preso em Marechal Deodoro durante este feriado. Ele era foragido pelo estupro e morte da namorada, crime ocorrido no ano de 1994.

PF/AL

Transferência de foragido preso pela PF, para Minas Gerais

Segundo informações oficiais, Jaime Saade foi encaminhado para a sede da Polícia Federal no estado de Minas Gerais, unidade que idealizou a prisão do suspeito, e onde vai ficar à disposição da Justiça da Colômbia.

Toda a ação que culminou na captura do foragido, foi executada, de forma sigilosa, por uma equipe policial de Belo Horizonte, que veio até Alagoas e contou com o apoio dos agentes lotados aqui, após ele ter sido visto em Igarapé, região metropolitana da Capital mineira e seu rastro foi seguido no novo esconderijo.

O homem teria tentado correr ao ver os agentes, mas foi cercado e não ofereceu resistência.

O crime

Nancy Mariana Mestre, de 18 anos, foi morta na noite de réveillon. Ela assou a virada do ano em casa com os pais e o irmão. Depois, saiu para encontrar o namorado e não voltou. No dia seguinte, a família foi informada que a jovem estava internada numa clínica com um ferimento de bala na cabeça. Ela morreu oito dias depois e Jaime, 13 anos mais velho e namorado recente da vítima, desapareceu.

O criminoso fugiu para o Brasil e assumiu uma nova identidade. Foi o pai da vítima, Martín Mestre, quem investigou e descobriu o paradeiro dele.

O caso ganhou destaque na imprensa do país e, mesmo foragido, em 1996, Jaime foi condenado pela justiça colombiana a 27 anos de prisão por homicídio e estupro.

Nancy Mariana (esq) foi morta por Jaime Saade (dir), na Colômbia, em 1994 — Foto: Redes sociais

Martín contratou detetives, fez cursos de investigação e criou perfis falsos em redes sociais para se aproximar de parentes de Jaime Saade. Em uma das conversas, ele descobriu que Jaime tinha um parente que vivia no Brasil. A partir daí, redirecionou a investigação e localizou o criminoso em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

No dia 18 de abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Jaime Henrique Saade Corman, assassino de Nancy Mestre, que foi estuprada e morta aos 18 anos, na Colômbia, em 1994.

Em janeiro de 2020, o colombiano foi preso na capital mineira, 24 anos depois de ter sido condenado em seu país natal.

Porém, ele ficou na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, por apenas nove meses. Ele foi libertado depois de receber alvará de soltura com revogação da prisão preventiva, expedido pela Justiça Federal.

Em 2020, um pedido de extradição do governo colombiano foi negado pelo STF. Houve um empate entre os ministros e, nesses casos, o resultado é favorável ao réu.

O pai de Nancy recorreu e, de forma inédita, o caso foi julgado de novo neste ano pelo tribunal. Desta vez, com decisão favorável à extradição.

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