Caso Anthony Levy: Justiça recebe denúncia contra acusado de assassinar filho envenenado

A Justiça alagoana acatou o pedido de denúncia ofertado pelo Ministério Público Estadual contra o jovem de 23 anos, acusado de matar por envenenamento o próprio filho, Anthony Levy do Nascimento, de apenas quatro anos. O pedido foi recebido pela juíza Taís Pereira Rosa, da 14ª Vara Criminal da Capital.

O réu está respondendo por homicídio qualificado contra menor de 14 anos por motivo fútil e com emprego de veneno. O menino morreu no fim do mês passado após passar mal dentro do CMEI Paulo Freire, no Sítio São Jorge, onde estudava, após ser envenenado pelo acusado.

A magistrada entendeu que o processo contém todos os requisitos necessários quanto a materialidade do crime e autoria. Com isso, decidiu receber a denúncia. “Após minucioso estudo dos elementos informativos obtidos até o momento, verifica-se que a denúncia contém a descrição dos fatos criminosos imputados ao acusado, o qual foi devidamente qualificado nos autos, com a pontuação de provas da materialidade e de indícios de autoria em seu desfavor. Nesse diapasão, a peça exordial demonstra hipótese delitiva concreta, comtodos os requisitos constantes no artigo 41 do Código Processual Penal, motivo pelo qual, em sede de juízo prelibatório, recebo a denúncia ofertada pelo Ministério para seguir com a tramitação”, relata a juíza em sua decisão.

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Entenda o caso

No dia 27 de maio deste ano, o garoto, Anthony Levy passou mal no CMEI Paulo Freire, no Sítio São Jorge, onde estudava. Ele foi levado a uma unidade de saúde, mas acabou morrendo.

Após depoimentos e análise das câmeras de segurança da unidade de ensino, a PC/AL descobriu que a criança havia sido assassinada pelo próprio pai.

Durante a oitiva, o acusado confessou o crime e relatou que o homicídio teria sido motivado por vingança à ex-mulher, da qual está separado há seis meses.

Ele contou ainda que comprou o raticida em uma loja do Jacitinho dias antes do crime e colocou o veneno no prato de mingau que a avó da criança havia preparado de café da manhã para o menino. Logo depois ele deixou o menor na creche e descartou o frasco no local, possivelmente, para tentar despistar seu envolvimento com o crime.

Em posse das imagens de segurança da creche, outra coisa chamou atenção. Normalmente o pai deixava o menino no portão da instituição, mas desta vez resolveu acompanhá-lo até a porta da sala de aula, momento em que também se aproveitou para descartar a embalagem próxima ao local onde os alunos brincam.

O elemento passou por audiência de custódia e a Justiça alagoana manteve sua a prisão preventiva.

Matéria baseada no processo de número 0700992-42.2024.8.02.0067.

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