Assassino em série de Alagoas é condenado a 37 anos, 1 mês e 15 dias por morte de barbeiro

Este é o primeiro julgamento que Albino dos Santos Lima enfrenta. Ele também respondeu pela tentativa de homicídio de um amigo da vítima, que sobreviveu

O assassino em série Albino Santos de Lima foi condenado a 37 anos, 1 mês e 15 dias pelo o homicídio do barbeiro de 17 anos, Emerson Wagner da Silva e pela tentativa de assassinato contra R.V.S., amigo da vítima, que sobreviveu ao ataque ocorrido em Junho de 2024.

Este é o primeiro julgamento do reú que ao todo é acusado de 18 mortes e seis tentativas de assassinato. O tribunal do júri foi presidido pelo magistrado José Eduardo Nobre Carlos e teve como representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Thiago Riff,  da 68ª Promotoria de Justiça da capital.

Ascom MPAL

Primeiro júri de Albino Santos de Lima

O Julgamento

Pela manhã foram ouvidas as três testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público. A primeira foi o sobrevivente do crime.

O jovem confirmou que a vítima, Emerson, chamou-o para tirar satisfação com o réu, em razão do Albino ter tentado, supostamente, entrar na casa da sua namorada. Ele disse também que, após terem questionado Albino, pouco tempo depois, o réu entrou numa rua esquisita e atirou contra os dois. Emerson estava de bicicleta e não conseguiu se defender, momento em que foi baleado e acabou morrendo, ainda no local. Já o sobrevivente, que estava de moto, conseguiu escapar dos tiros.

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A segunda e a terceira testemunhas foram a ex-mulher de Albino e o genro dela. Ambos confirmaram que o réu tinha comportamento agressivo. A mulher, inclusive, confessou que pediu a separação, por alguns anos, e o Albino não aceitava.

Ascom MPAL

Albino Santos de Lima

Em seguida, Albino foi ouvido, confessou os crimes e disse que agiu em legítima defesa, porque teria sido ameaçado pelas duas vítimas.

No início da tarde começaram os debates. Tanto defesa quanto acusação tiveram 1h30 para apresentar seu caso e defender suas teses. Em seguida houve réplica e tréplica. Pouco antes das 16h30 os jurados se retiraram até a sala secreta onde houve deliberação. Antes das 18h a sentença foi lida.

Dosimentria da pena

De acordo com Thiago Riff, a dosimetria da pena levou em consideração o alto grau de periculosidade do réu: “O crime ocorreu porque o Albino não gostou do Emerson, ao lado do amigo, ter ido questioná-lo sobre o porquê de ele ter tentado entrar na casa da sua namorada. Inclusive, essa adolescente tem o mesmo perfil de outras vítimas já assassinadas pelo réu, e por isso, provavelmente, o acusado tentou entrar na residência, e só não conseguiu porque a porta estava fechada. Com essa condenação de mais de 37 anos de reclusão, o Ministério Público encerra esse júri com a certeza de que a justiça foi feita à memória do Emerson e à família, que levará consigo sempre a dor dessa tragédia”, afirmou o promotor.

Thiago Riff também destacou que esta foi a primeira condenação de Albino Santos de Lima, o que vai servir de referência para os próximos júris nos quais ele também sentará no banco dos réus.

“A mensagem que um assassinato não pode ficar impune foi dada nesta sexta-feira, e temos certeza que o Ministério Público trabalhará para que os próximos julgamentos também sejam concluídos com pena máxima aplicada, como forma de reprimenda ao réu”, acrescentou o membro do MPAL.

Tese do MPAL

No julgamento, o Ministério Público sustentou a tese de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e que dificultou a defesa da vítima, que culminou com a morte de Emerson Wagner da Silva. Já com relação ao outro rapaz, a acusação do MPAL foi de tentativa de assassinato, também levando em consideração as duas mesmas qualificadoras.

O júri aconteceu no salão da 8ª Vara Criminal, situada no Fórum Desembargador Jairon Lima Fernandes, no Barro Duro.

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