Caso Cláudia Pollyanne: Polc afirma que exames periciais já foram concluídos e remetidos à polícia

Cláudia Pollyanne morreu após procedimento estético

Família questiona circunstâncias da morte de paciente

A Polícia Científica de Alagoas (Polc) informou nesta terça-feira, 11, que os laudos periciais sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant Anna, de 41 anos, dentro de uma clínica de reabilitação na cidade de Marechal Deodoro, em agosto deste ano, já foram concluídos e remetidos às autoridades responsáveis.

A Polc esclarece ainda que as informações divulgadas por terceiros sobre a existência de oito laudos pendentes no órgão não são verídicas.

O órgão ressalta que o laudo cadavérico confirmou de forma técnica e definitiva a causa da morte da vítima. O documento foi concluído e entregue em 26 de agosto de 2025 e amplamente divulgado à imprensa na época. Além de apontar a causa principal do óbito, o laudo descreveu a presença de múltiplas lesões traumáticas em diferentes fases evolutivas no corpo da vítima.

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“Diante dos achados, o laudo pericial conclui que a causa terminal do óbito foi insuficiência respiratória aguda, com participação contributiva de traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa, no contexto de episódios reiterados de violência”, afirmou o médico legista Lucas Emanuel.

Em 22 de agosto de 2025, a Polícia Científica já havia entregue dois laudos de toxicologia, ambos assinados pela perita criminal Ayala Gomes. Um de alcoolemia, que deu negativo, e outro sobre intoxicação exógena, o qual revelou a presença de um coquetel de substâncias, múltiplos medicamentos pertencentes a diferentes classes (antidepressivos, antiepilépticos, antipsicóticos, benzodiazepínicos e anti-histamínicos). Um deles, a Carbamazepina, ultrapassou o nível de referência tóxica, atingindo um valor acima de 10,0.

Durante coletiva, em 25 de agosto, o perito criminal Thalmanny Goulart, chefe do Laboratório Forense, destacou a importância dos exames para as investigações. “Essa combinação de medicamentos pode levar a coma profundo, parada respiratória, arritmias fatais, convulsões e morte, principalmente se houver abuso, erro de dose ou interação não monitorada”, alertou o especialista, que considera essa combinação potencialmente letal.

No dia 28 de agosto, o Instituto de Criminalística voltou a ser acionado pela comissão de delegadas para realizar um levantamento técnico-pericial no local para coleta de vestígios com o uso da substância química luminol, que detecta a presença de sangue. Mesmo após dias do fechamento da clínica e de o local ter sido limpo, o perito criminal José Veras conseguiu detectar a presença de sangue humano.

No laudo entregue em 09 de setembro de 2025, Veras descreveu que, após a aplicação do produto, obtiveram-se reações quimio-luminescentes azuladas positivas nos pisos e em uma parede do alojamento masculino, e no piso e pia do banheiro do alojamento feminino. Também houve reações positivas no piso de um terceiro quarto e no piso de um quarto que funcionava como despensa no imóvel periciado.

“Foram coletados materiais com suabes nessas regiões positivas; e foram solicitados exames de DNA para futuras comparações genéticas. As reações positivas do luminol são um indicativo de ter havido uma ação violenta no local dos exames, sendo que esta hipótese fica condicionada ao resultado das imprescindíveis investigações policiais”, concluiu Veras no laudo.

A perita-geral Rosana Coutinho ressalta que, atualmente, encontra-se pendente apenas o resultado do exame de DNA que aguardava amostra referência da vítima – exame este que ha está sendo realizado pela equipe do Laboratório de Genética Forense com previsão de entrega esta semana.

“O exame de comparação genética (DNA), em andamento, não tem relação com a causa do óbito. Esse exame tem como finalidade confirmar se o sangue humano encontrado durante a perícia no local dos fatos pertence à vítima, servindo apenas como elemento complementar de identificação de maus-tratos no local e não como fator determinante sobre as circunstâncias da morte”, explicou a perita-geral.

A Polícia Científica preza pela transparência, a precisão técnica e a responsabilidade na divulgação de informações oficiais, alertando a população para que desconsidere boatos e notícias inverídicas. Todas as informações sobre o caso serão comunicadas exclusivamente por meio dos canais oficiais da instituição.

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