A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre a morte de Luana Cristina de Menezes Cabral, de 27 anos, ocorrida em outubro deste ano, em Maceió. O principal suspeito, ex-companheiro da vítima, foi indiciado por feminicídio, com agravante de ter causado a morte por esganadura.
De acordo com o delegado Gilson Rêgo, responsável pelas investigações na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante as investigações, a polícia reuniu uma série de indícios que não deixam dúvidas sobre a autoria do crime. “Os exames periciais e os depoimentos das testemunhas confirmam a autoria do feminicídio”, afirmou o delegado.
Exames realizados pelo Instituto de Criminalística constataram a presença de DNA do acusado sob as unhas da vítima e em um tecido que envolvia o seu pescoço no momento em que foi encontrada.
Além das provas periciais, testemunhas relataram que o suspeito esteve no apartamento de Luana no horário estimado da morte. A Polícia também identificou que o homem formatou o celular após o crime, numa tentativa de apagar rastros, e que não compareceu ao trabalho na tarde do assassinato e no dia após o crime.
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Na residência do acusado, localizada no bairro do Jacintinho, em Maceió, os agentes encontraram um relógio que pertencia à vítima, subtraído após o homicídio.
O suspeito, de 30 anos, foi preso na última quarta-feira (12) pela equipe do 8º Segmento da DHPP, sob comando do delegado Gilson Rêgo, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela 7ª Vara Criminal da Capital.
Com a conclusão do inquérito e o indiciamento por feminicídio, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que deverá oferecer denúncia à Justiça.
ENTENDA O CASO
Luana Cristina foi encontrada sem vida em seu apartamento, no bairro Trapiche da Barra, trajando roupas íntimas e com um pano enrolado no pescoço. O corpo foi localizado por familiares, após eles perderem contato com a jovem.
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