Dado alarmante coloca Maceió na pior posição do país em ranking sobre água; veja números

Água

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Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2023), revelou um cenário crítico no abastecimento de água de Maceió. Isso porque, a capital alagoana aparece como a cidade que mais desperdiça água potável entre as 100 maiores do país, registrando perdas de 71,18% em toda a rede de distribuição.

O índice coloca o município na última posição do ranking nacional de eficiência, atrás de capitais historicamente problemáticas como Porto Velho, Macapá e São Luís. A média brasileira, já considerada elevada, é de 40,3%, praticamente a metade do número registrado em Maceió.

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Na prática, isso significa que, a cada 100 litros de água captados, tratados e bombeados, apenas 29 litros chegam às torneiras dos moradores. Os outros 71 litros se perdem por vazamentos, fraudes ou falhas estruturais.

VEJA O GRÁFICO

POR QUE MACEIÓ PERDE TANTA ÁGUA?

Segundo o estudo, dois fatores explicam a dimensão do problema:

  • Vazamentos invisíveis

 

Grande parte da tubulação da cidade é antiga, feita de materiais frágeis e sujeita a rompimentos silenciosos que podem durar meses sem detecção.

  • Fraudes e ligações clandestinas

Gatos, desvios e hidrômetros adulterados impedem que a água consumida seja registrada e faturada.

PROBLEMA ANTIGO?

O Instituto Trata Brasil aponta que esses problemas pressionam a rede de abastecimento e estão diretamente ligados à intermitência enfrentada por bairros da parte alta da capital alagoana, que convivem com torneiras secas com maior frequência. O cenário gera pressão sobre a empresa BRK Ambiental, que assumiu a operação na Grande Maceió.

DESPERCÍDIO NAS CAPITAIS DO BRASIL

O relatório dimensiona o impacto em escala nacional: apenas nas capitais, 2,7 bilhões de m³ de água são perdidos todos os anos, o que equivale a:

  • 1.800 piscinas olímpicas diárias
  • Mais de 6 milhões de caixas d’água domésticas cheias (todos os dias)

Caso as capitais brasileiras atingissem a meta de perdas de 25% prevista no Marco Legal do Saneamento (para 2034), haveria água suficiente para abastecer mais de 8 milhões de pessoas sem a necessidade de captar novos mananciais.

Com 71,18%, Maceió está muito distante da meta nacional. Atualmente, apenas duas capitais apresentam perdas abaixo do limite de 25%, regulamentado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional: Teresina (PI) e Goiânia (GO).

RANKING DE PERDAS ENTRE CAPITAIS

1º – Maceió (AL): 71,18%
2º – Porto Velho (RO): 70,50%
3º – Macapá (AP): 69,68%
4º – São Luís (MA): 66,08%
5º – Manaus (AM): 63,96%

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