Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas revela um cenário eleitoral competitivo para o Senado em Alagoas e aponta movimentações inesperadas entre os principais nomes na disputa de 2026. Os dados mostram Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) tecnicamente empatados em todos os cenários estimulados, enquanto novas figuras políticas aparecem com força e reorganizam a corrida.
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De acordo com o levantamento, realizado entre 4 e 8 de dezembro com 2.005 eleitores, Renan Calheiros lidera numericamente nos quatro cenários estimulados, variando entre 39,2% e 49,1% das intenções de voto. Entretanto, Arthur Lira surge logo atrás, oscilando entre 35,7% e 45,3%, o que configura uma disputa acirrada. Na pergunta espontânea, porém, o ex-presidente do Senado aparece com apenas 4,5%, contra 3,4% do atual presidente da Câmara — enquanto 80,9% dos eleitores não sabem ou não mencionam nenhum nome, um indicativo do alto desconhecimento do eleitorado sobre a disputa no momento.
Além disso, a pesquisa indica “surpresas” importantes. No Cenário 1, por exemplo, o deputado federal Davi Filho alcança 39,2% das citações, posicionando-se como um potencial nome competitivo. Já no Cenário 2, Alfredo Gaspar chega a 41,8%, demonstrando capacidade de atrair o segundo voto dos eleitores. Em outro movimento inesperado, Marina Candia — esposa do prefeito JHC — aparece com até 42,0% em alguns recortes, mostrando forte aderência em segmentos específicos.
À medida que o estudo avança pelas simulações, percebe-se que a soma dos dois votos disponíveis por eleitor altera substancialmente o equilíbrio da disputa. Com isso, nomes como Paulão, Ítalo Bonja e Davi Filho apresentam desempenhos relevantes no segundo voto, o que pode influenciar diretamente o resultado final.
Por fim, a competição entre Calheiros e Lira permanece apertada em todos os cenários, reforçando o potencial de uma eleição polarizada e imprevisível. A entrada de novos atores com desempenho expressivo torna o pleito ainda mais complexo — e confirma que a disputa pelo Senado em 2026 deve ser uma das mais intensas da história recente de Alagoas.
