Uma organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias e lavagem de dinheiro é alvo da Operação “RESET”, deflagrada nesta quinta-feira. O grupo, segundo as investigações, manipulava acessos ao GOV.BR e alterava benefícios do INSS para viabilizar empréstimos consignados irregulares.
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As apurações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema estruturado onde um dos investigados usava redes sociais para oferecer ilegalmente a “reinicialização” de senhas e o desbloqueio de benefícios. Além disso, uma ex-estagiária do INSS, com acesso privilegiado ao sistema, teria participado das fraudes ao reiniciar milhares de senhas — o que sugere o uso de ferramentas automatizadas para ampliar o alcance do crime.
À medida que as investigações avançam, os indícios apontam para um prejuízo significativo à Previdência Social. O objetivo agora é mapear a extensão total das fraudes e identificar outros possíveis envolvidos.
A Justiça Federal da 2ª Vara de Alagoas autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais dos dois suspeitos. Além disso, determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais localizados em Marechal Deodoro (AL) e no Rio de Janeiro (RJ).
Os investigados podem responder por estelionato previdenciário, inserção de dados falsos, corrupção ativa e passiva, além de violação de sigilo funcional.
