O boletim de balneabilidade, divulgado nessa sexta-feira, 12, pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) indica que a maioria das praias do litoral alagoano está própria para banho, com excessão de cinco pontos dos 68 techos analisado.
As amostras foram coletadas pelos técnicos do órgão ambiental no dia 9 deste mês entre praias do Pontal do Peba, no litoral sul, e Maragogi, no litoral norte. Após a análise, o IMA verificou que 63 áreas estão liberadas para banho e cinco, devem ser evitadas.
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O estudo aponta que o Litoral Sul mantém o melhor desempenho ambiental. Dos 23 pontos avaliados, apenas um – localizado no Rio Niquim, na Barra de São Miguel, cerca de 300 metros da foz – foi considerado inadequado para banho. O resultado reforça o histórico da região, que tradicionalmente apresenta baixos índices de contaminação.
Na capital, o cenário é mais preocupante. Dos 20 trechos analisados, dois estão impróprios. O IMA alerta que os banhistas devem evitar o trecho da praia da Avenida, devido a floração de algas e pela descarga de esgoto urbano e um ponto na praia da Ponta Verde em frente à Av. Silvio Carlos Viana.
Já no Litoral Norte, dois trechos da praia de Maragogi – na foz do Rio Maragoi e em frente à Foz do Rio Persinunga – apareceram como impróprios no boletim.
CONFIRA AQUI O BOLETIM DAS PRAIAS ALAGOANAS
LAGUNAS
O levantamento também avaliou 10 pontos nas lagunas alagoanas, dos quais quatro foram classificados como impróprios.
A classificação segue os parâmetros definidos pela Resolução CONAMA nº 274/2000, que determina que uma praia é considerada própria quando, em 80% ou mais das amostras coletadas nas últimas cinco semanas, o nível de Escherichia coli não ultrapassa 800 NMP por 100 mL. Se esse limite não for respeitado ou se o valor da última semana exceder 2.000 NMP/100 mL, a área é automaticamente considerada imprópria.
Apesar de alguns trechos terem sido considerados próprios em Maceió, o IMA pede para que os banhistas evitem áreas sob influência de floração de algas, especialmente nos trechos entre a Avenida e o Sobral, em Maceió. A orientação vale para qualquer época do ano.
Além disso, a população deve evitar o banho nas lagunas ou em áreas influenciadas por cursos d’água contaminados até 24 horas após chuvas, período em que aumenta a chance de presença de matéria fecal na água — elevando o risco de doenças infecciosas.
