A Polícia Civil de Alagoas confirmou no início da noite deste sábado (13) que deu cumprimento, na tarde de hoje, ao mandado de prisão preventiva expedido em desfavor do policial militar suspeito de matar sua companheira, a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante, na última sexta-feira (12), no município de Penedo.
Segundo a força, desde que tomou conhecimento do fato, iniciou de forma imediata os trabalhos investigativos. O delegado Esron Pinho, chefe da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC3), deslocou-se até o município, onde realizou os primeiros levantamentos, identificou a possível autoria e empreendeu diligências com o objetivo de efetuar a prisão em flagrante do suspeito.
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Diante das circunstâncias, a autoridade policial representou prontamente pela prisão preventiva do investigado, contando com a celeridade do Poder Judiciário e do Ministério Público. Com a expedição do mandado, as equipes da Polícia Civil intensificaram as diligências para o cumprimento da ordem judicial.
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O delegado Flávio Dutra, coordenador das Delegacias de Homicídios do Interior, informou que o suspeito se apresentou, acompanhado de seu advogado, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo, onde o delegado plantonista Rodrigo Missano deu cumprimento ao mandado de prisão, formalizando a custódia. O preso será submetido à audiência de custódia, conforme determina a legislação vigente.
A Polícia Civil de Alagoas reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, destacando que as investigações e ações repressivas são conduzidas com rigor técnico e responsabilidade. “Pedimos que qualquer pessoa que tenha conhecimento de mulheres em situação de violência doméstica denuncie por meio do Disque-Denúncia, pelo telefone 181”, destacou o delegado Flávio Dutra.
A instituição ressalta, ainda, que, independentemente da função ou condição do autor, todos os crimes serão apurados com seriedade, assegurando a responsabilização dos envolvidos, nos termos da lei.
Protesto e comoção
A apresentação do policial militar suspeito do crime gerou forte comoção e revolta em Penedo. Moradores se concentraram em frente ao Cisp, onde o suspeito se apresentou, para protestar e cobrar justiça pelo crime.
A manifestação teve gritos de ordem e clima de indignação, exigindo punição rigorosa. Diante da aglomeração e da tensão no local, a Polícia Militar reforçou a segurança com viaturas e efetivo ampliado no entorno do prédio para garantir a ordem e evitar confrontos.
O que aconteceu
A enfermeira Ana Beatriz Cavalcante, de 29 anos, foi assassinada a tiros na noite da sexta-feira (12) dentro da própria residência, localizada no Conjunto Monte Rey, em Penedo, no Baixo São Francisco de Alagoas. Segundo as primeiras informações, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça, caracterizando feminicídio. Testemunhas apontaram como principal suspeito o companheiro de Ana Beatriz, um policial militar, que teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento.
Após o assassinato, o suspeito fugiu do local e, ao tentar deixar a cidade, se envolveu em um acidente de trânsito, colidindo o veículo que conduzia contra um poste. Imagens registradas por moradores mostravam o policial ferido ao lado do carro destruído, enquanto pessoas tentavam prestar socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, porém, com ajuda de terceiros, o homem abandonou o local antes de receber atendimento médico e fugiu a pé, entrando em uma área de matagal de difícil acesso.
Equipes da Polícia Militar atenderam inicialmente a ocorrência, confirmaram o óbito da vítima e realizaram os primeiros procedimentos no local. Em seguida, a Polícia Civil de Alagoas acionou a Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC3), sob coordenação do delegado Esron Pinho, que instaurou inquérito policial e deu início às investigações. Durante os levantamentos periciais, os policiais constataram que os cômodos da residência estavam revirados e encontraram diversas armas no interior do imóvel, que passaram a ser analisadas.
Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, com parecer favorável do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário. Na tarde de sábado (13), o policial militar se apresentou espontaneamente, acompanhado de advogado, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido pelo delegado plantonista. O investigado permanece preso e deverá ser submetido à audiência de custódia, enquanto as investigações seguem para o completo esclarecimento do crime e a responsabilização do autor.
