
Apreensões foram realizadas todas em território alagoano
Material foi encontrado em sete diferentes endereços em território alagoano
No início da tarde desta terça-feira, 16, a assessoria da Polícia Federal em Alagoas divulgou o balanço das apreensões realizadas durante a operação Estágio IV. Entre o material encontrado estão joias, uma arma e diferentes valores em espécie, tanto em real, quanto em dólar e euro.
A ação investiga fraudes em contratos firmados entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com uma construtora e uma fornecedora de material hospitalar entre os anos de 2023 e 2025 e que resultou no afastamento imediato do secretário da pasta, Gustavo Pontes, pelo período de 180 dias.
Ainda de acordo com as informações repassadas à imprensa o material foi encontrado em pelo menos sete diferente endereços espalhados pelo território alagoano, cujas localizações não foram especificadas.
Confira as apreensões:
- Endereço 1: R$ 59.750,00;
- Endereço 2: R$ 19.600,00 e €$ 4.145,00;
- Endereço 3: R$ 125.850,00, €$ 6.480,00 e US$ 24.000,00;
- Endereço 4: R$ 205.000,00;
- Endereço 5: R$ 192.410,00 e uma arma de fogo;
- Endereço 6: R$ 13.500,00; e
- Endereço 7: Joias avaliadas em R$ 300.000,00.
No total foram apreendidas as quantias de R$ 616.110,00; US$ 24.000,00; e €$ 10.625,00. Considerando a cotação do dia de 1 dólar americano igual a 5,46 real brasileiro e de 1 euro igual a 6,41 real brasileiro os valores somados chegam ao total de R$ 815.256,25.
Sobre a operação
A operação deflagrada no dia de hoje investiga esquema de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Sesau/AL. A ação é resultado de investigação conjunta da PF, Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal e Departamento Nacional de Auditoria do SUS.
As apurações indicam que contratos firmados entre 2023 e 2025 com uma construtora e uma fornecedora de material hospitalar geraram pagamentos indevidos que podem chegar a quase R$ 100 milhões, além de mais de R$ 18 milhões em ressarcimentos fraudulentos por consultas e procedimentos médicos que não teriam sido realizados.
Foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em Alagoas, Pernambuco e no Distrito Federal.
A investigação aponta que os recursos desviados foram usados para enriquecimento ilícito, com transferências bancárias, saques em espécie e ocultação patrimonial. Entre os bens adquiridos está uma pousada em Porto de Pedras, comprada em 2023 por R$ 5,7 milhões, além de gastos com viagens internacionais e despesas pessoais. Também foram apreendidos dinheiro em espécie, moedas estrangeiras e armas de fogo.
O nome da operação faz referência ao estágio mais grave de um câncer, simbolizando o impacto nocivo do esquema criminoso sobre o sistema público de saúde em Alagoas.