Moraes autoriza hacker Delgatti a progredir para regime semiaberto

Walter Delgatti e Carla Zambelli foram condenados pela invasão aos sistemas do CNJ. Ex-deputada está na Itália, onde aguarda decisão judicial sobre pedido de extradição.

O hacker Walter Delgatti

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) que o hacker Walter Delgatti Neto passe para o regime semiaberto.

Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) (relembre mais abaixo).

Com a decisão, o hacker passa a um sistema mais leve do que o regime fechado. Ele precisa dormir na unidade prisional, mas pode sair durante o dia para trabalhar ou estudar, por exemplo.

Invasão aos sistemas do CNJ

O hacker, que está preso desde agosto de 2023, foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo.

De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.

Em dezembro, ele foi transferido da Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado’, o presídio dos famosos, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba (SP).

Também condenada no caso, Zambelli está detida na Itália, aguardando a decisão do país europeu sobre um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro, que quer trazê-la de volta para também cumprir pena no Brasil.

Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime, e condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato parlamentar. Em dezembro, ela renunciou ao cargo de deputada federal.

Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.

Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

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