Um restaurante em Caraíva, destino turístico no extremo sul da Bahia, chama atenção por ter uma fila um tanto inusitada. Ao invés de esperar na porta, os clientes marcam o lugar com chinelos.
A fila de chinelos do restaurante KOA já é conhecida pelos moradores do distrito de Porto Seguro e por quem costuma passar o verão na região. De acordo com Luiza Andrade, assessora do restaurante e filha do chef Alexandre Sudá, na alta temporada a fila começa (bem) cedo, à 1h30 da madrugada.
“Na alta temporada, há clientes que aguardam o restaurante fechar para já iniciar a fila, ainda de madrugada. Também tem gente que já deixa o chinelo assim que sai do forró, também de madrugada”, contou.
A ideia surgiu de forma espontânea: uma senhora e sua filha chegaram ao restaurante uma hora antes da abertura e perguntaram para Luiza como provar que eram as primeiras a chegar. Ela, então, sugeriu marcar o lugar com a sandália.
Ao abrir as portas do restaurante, Luiza se impressionou com a fila de chinelos. Desde então, o restaurante costuma amanhecer com a fila de chinelos na porta. Uma placa foi colocada na porta para explicar a organização aos clientes.
Na porta do restaurante há uma placa explicando a fila de chinelos — Foto: Redes sociais👡 Confira regras da fila de chinelos:
- o restaurante não se responsabiliza pelos chinelos deixados na fila;
- o restaurante aconselha que os clientes deixem apenas “um pé” do chinelo, em vez do par;
- o restaurante abre às 19h e os clientes são chamados pela ordem do chinelo;
- quem não estiver presente, perde a vez.
Segundo Luiza, às vezes alguém tenta furar a fila, mas na maioria das ocasiões a ordem é seguida sem grandes intercorrências.
📸 O restaurante já recebeu personalidades como as jornalistas Ana Paula Padrão e Fátima Bernardes, as atrizes Ingrid Guimarães e Isis Valverde, os cantores Rogério Flausino e Criolo, entre outros.
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Fátima Bernardes já visitou o restaurante — Foto: Redes sociais
Cozinha aberta
O restaurante KOA foi criado em 2018, pelo chef e marinheiro Alexandre Sudá, que chegou em Caraíva nos anos 90.
A ideia de fazer uma “peixaria a céu aberto” surgiu dos pratos que costumava cozinhar para amigos e familiares na própria embarcação, após passeios e pescas.
O prato mais famoso do restaurante é o peixe na brasa e a entrada de atum unilateral, que é uma receita autoral do chef. Os pratos custam em média R$ 300 e servem de duas a três pessoas.
Os peixes utilizados nos pratos são pescados na região de Caraíva e são totalmente aproveitados, com a doação das aparas.
