Após 12 anos do assassinato da funcionária pública Quitéria Lins Pinheiro, a irmã da vítima, Luciana Lins Pinheiro, será julgada pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira, 09, em Maceió. Ela é apontada pelo Ministério Público como autora intelectual do homicídio qualificado.
Irmã de ex-deputado é executada a tiros no jardim de casa
O julgamento está marcado para começar às 8h, no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital, localizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas.
De acordo com o Ministério Público, a ré já havia sido reconhecida como mandante do crime em julgamento anterior, mas acabou absolvida por clemência dos jurados. A decisão foi contestada pelo órgão, que considerou o veredito contrário às provas apresentadas no processo.
Segundo o promotor Antônio Vilas Boas, a gravidade do caso é ainda maior pelo vínculo familiar entre vítima e acusada.
“O que queremos é que pague pela crueldade planejada e executada que culminou na morte da senhora Quitéria, assassinada pelas costas, em ato covarde que teve acompanhamento e suporte in loco, pelo sobrinho e filho da ré, que à época confessou o crime e o motivo torpe. Estaremos lá em defesa da vida da vítima e para mostrar à sociedade que o tempo não estanca a luta por justiça, já tivemos casos em que os crimes tinhas mais de 25 anos cujos resultados foram condenações”, afirma Vilas Boas.
Os executores do crime, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes e Mustafá Rodrigues do Nascimento, já foram julgados e condenados. As penas fixadas foram de 20 anos e 10 meses e 21 anos de prisão, respectivamente.
Entenda o caso
Quitéria Lins foi morta a tiros na noite de 12 de agosto de 2012, no jardim de sua residência, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Conforme relatos de testemunhas, quatro homens chegaram ao local em um veículo e chamaram a vítima até o portão.
Ao atender, Quitéria foi surpreendida por diversos disparos de arma de fogo e morreu ainda no local, antes da chegada de uma equipe do Samu.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi executado pelo próprio sobrinho da vítima, a mando da mãe dele, Luciana Lins Pinheiro.
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Segundo denúncia do Ministério Público de Alagoas, o homicídio teria sido motivado por uma dívida financeira. Klinger e sua mãe, Luciana, teriam débitos com Quitéria, o que teria levado ao planejamento do assassinato.
Durante o julgamento dos executores, testemunhas afirmaram que a vítima ajudava financeiramente membros da família, incluindo a própria irmã acusada de ser a mandante do crime.
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