Aves resgatadas no Aeroporto de Maceió são enviadas ao Cetas para reabilitação

Veterinários lutam para estabilizar espécies ameaçadas que chegaram em estado delicado

Entre os animais estavam espécies como pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins e sabiás, além de exemplares de saíra-sete-cores | Ascom IMA/AL

Após o flagrante de tráfico no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, as 42 aves silvestres encontradas presas em uma mala de viagem foram encaminhadas, na manhã desta terça-feira, 14, ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

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A unidade, gerida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) em parceria com o Ibama, iniciou um protocolo de emergência para salvar os exemplares que sobreviveram ao transporte precário. Entre os resgatados estão espécies raras como a saíra-sete-cores, que agora passa por cuidados intensivos para tentar retornar à natureza.

Recuperação

A transferência para o Cetas é a etapa mais crítica após a apreensão. O médico veterinário Gabriel Marques explica que o método de ocultação utilizado pelo infrator — que amontoou gaiolas pequenas entre bolsas de gelo — resultou em danos físicos e psicológicos severos aos pássaros.

“Os animais estavam contidos em um espaço extremamente reduzido, alguns em péssimo estado de saúde. Esse tipo de acondicionamento causa muito estresse e pode levar à piora clínica. Foi realizada a triagem, separando os indivíduos e oferecendo suporte nutricional, além de mantê-los em ambiente com temperatura adequada, para que possam se recuperar”, detalhou o especialista.

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Triagem e espécies assistidas

A equipe técnica trabalha agora na identificação individual e no fortalecimento de exemplares de pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins e sabiás. O cuidado é redobrado com a saíra-sete-cores, ave ameaçada de extinção que possui alto valor no mercado ilegal, mas que apresenta extrema sensibilidade ao manejo inadequado.

O objetivo final do Cetas é a soltura em áreas de reserva monitoradas, assim que os animais recuperarem a capacidade de voo e alimentação autônoma.

Punições rigorosas

Enquanto as aves recebem atendimento, o processo administrativo avança contra o passageiro que as transportava para São Paulo.

O IMA/AL reforça que a legislação ambiental prevê multas pesadas por animal apreendido. No caso de espécies ameaçadas de extinção, o valor da autuação pode chegar a R$ 5 mil por indivíduo, além da responsabilização criminal por transporte irregular e maus-tratos.

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