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Adolescente alagoana consegue UTI aérea após decisão judicial para transplante raro

Com aeronave do Estado inoperante, Defensoria Pública garante bloqueio de verbas para transferir jovem de 13 anos até Curitiba

Ilustração

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) garantiu, nesta semana, o transporte imediato em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para uma adolescente de 13 anos que necessita de um transplante de medula óssea em Curitiba (PR).

A ação, movida pela defensora pública Manuela Carvalho, ocorreu após a constatação de que o quadro clínico da jovem era gravíssimo e o Estado não possuía meios próprios para realizar o deslocamento de longa distância. O transplante é a única chance de sobrevivência para a paciente, diagnosticada com aplasia de medula óssea grave.

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Corrida contra o tempo

A adolescente já aguardava a transferência há mais de três meses. Embora o hospital especializado no Paraná tivesse autorizado o procedimento, a logística se tornou um obstáculo intransponível inicialmente. Como a paciente não podia receber alta médica comum, a remoção precisava ser feita diretamente entre UTIs.

“A médica responsável entrou em contato conosco solicitando apoio para viabilizar o deslocamento com urgência. Iniciamos imediatamente tratativas administrativas com a Secretaria de Estado da Saúde e com o setor responsável pelo transporte aeromédico. No entanto, constatamos a impossibilidade de disponibilização do serviço, inclusive porque a aeronave do Estado destinada a longas distâncias estava inoperante”, explicou a defensora Manuela Carvalho.

Bloqueio de verbas

Diante da inércia e do risco iminente de morte, a Defensoria Pública acionou o plantão judiciário. A Justiça concedeu decisão favorável e autorizou o bloqueio de verbas públicas para a contratação de uma UTI aérea particular.

A estratégia garantiu que a burocracia não interrompesse o tratamento.

“Mesmo após a decisão judicial e o bloqueio de verba, seguimos com as tratativas administrativas junto à empresa responsável pela UTI aérea. Conseguimos, assim, viabilizar a transferência”, pontuou a defensora.

A DPE/AL confirmou que continuará acompanhando o caso para assegurar que a adolescente receba assistência integral durante todo o período de recuperação fora de Alagoas.

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