Davi: PMs e servidora do TC são condenados a mais de 100 anos de prisão

Militares foram condenados pela morte de Davi Silva. Foto: Ascom MPE

Depois de dois dias de julgamento, que mobilizou defesa, acusação e familiares, os três militares e uma ex-policial foram condenados a mais de 100 anos de prisão (somatório das penas) pelo assassinato, tortura e ocultação de cadáver do adolescente Davi Silva, 17, que desapareceu em agosto de 2014 após uma abordagem policial no Complexo Benedito Bentes.

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Os militares também foram condenados por tortura ao jovem Raniel Vitor, então com 19 anos, que estava na companhia de Davi. A defesa dos réus afirmou que irá recorrer na sentença.

Seguem as penas:

Vitor Rafael Martins da Silva: 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão e mais um ano, sete meses e 11 dias por tortura;

Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, um mês e três dias de reclusão

Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão;

Nayara Silva de Andrade: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão.

A pena será cumprida em regime fechado e a sentença prevê, ainda, que os militares percam a farda após a condenação pelos crimes de cárcere privado, sequestro, ocultação de cadáver, homicídio qualificado e tortura. Já Nayara Andrade, que trabalho no Tribunal de Contas do Estado, deve perder o cargo público.

O julgamento foi marcado, sobretudo, pela emoção dos familiares da vítima. O pai de Davi Silva passou mal em pelo menos duas oportunidades e precisou de atendimento médico do TJ. Uma das falas mais comoventes foi quando ele pediu o corpo do filho para dar um sepultamento digno, o que nunca ocorrerá.

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