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Mulher morre durante abordagem policial na Grota do Cigano em Maceió

Registro oficial da PM classifica morte de Amanda Ruanne como "homicídio decorrente de intervenção policial"; caso não consta no boletim diário da SSP-AL

Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos

Um tiro disparado por um policial militar teria sido o rsponsável por tirar a vida de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, durante uma ação da Força Tática do 13º BPM na noite desse sábado (5), na comunidade Aldeia do Índio, na Grota do Cigano, bairro do Jacintinho, em Maceió. A vítima deixou dois filhos.

Segundo informações, a equipe realizava a detenção do primo de Amanda por posse de drogas. Enquanto parte dos militares mantinha o suspeito detido, um agente permaneceu junto à viatura e sofreu investida de um grupo de mulheres que teria tentado desarmá-lo. O policial alegou ter efetuado o disparo para proteger a própria integridade física ao se sentir ameaçado.

Amanda recebeu socorro e seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Ismar Gatto, no Jacintinho, mas não resistiu aos ferimentos.

Ausência de registro no Relatório de Ocorrências

Apesar desta ocorrência não constar no relatório emitido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) diariamente para consulta da imprensa, um outro boletim de ocorrência emitido pela Polícia Militar faz referência ao caso, classificando-o como “homicídio em decorrência de intervenção policial”  sob o número BO nº 1565844.

Reprodução

Ocorrência no Jacintinho termina com mulher morta

A SSP explicou que a ausência da ocorrência deve-se pela não finalização dos procedimentos, já que ela só entra no relatório quando é finalizada.

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O documento oficial não descreve a dinâmica do tiro, não menciona a suposta tentativa de desarme do agente nem atribui qualquer ilícito ou posse de drogas a Amanda. Porém, relata que durante buscas posteriores no perímetro, os policiais encontraram cerca de 30 pinos de cocaína perto de uma escadaria.

A Polícia Civil de Alagoas deverá investigar o caso, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar fará o acompanhamento das condutas dos agentes envolvidos para confrontar os depoimentos oficiais com laudos periciais e testemunhos de moradores.

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