Linha branca tem desconto de até 68%, mas setor espera alta nos preços

Pesquisa em lojas virtuais encontrou redução de preço em vários eletrodomésticos.

Getty ImagesConsumidor encontra geladeiras com valor entre 24% a 38% menor

Consumidor encontra geladeiras com valor entre 24% a 38% menor

O preço dos eletrodomésticos pertencentes à linha branca (geladeira, fogão, freezer, condicionadores de ar, lavadoras de louças, lavadoras de roupas, secadoras e fornos de micro-ondas) deve subir durante os próximos meses, de acordo com anúncio feito na última segunda-feira (11) pelo presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula.

Enquanto o repasse não ocorre, algumas lojas tentam diminuir os estoques oferecendo descontos de até 68%. O R7 pesquisou, na última quinta-feira (14), algumas ofertas disponíveis nas principais lojas virtuais e verificou que os descontos oferecidos a partir de 22%.

Os consumidores conseguem encontrar geladeiras com valor entre 24% a 38% menor. A reportagem encontrou descontos de 37% para fogões, mas quem tiver condição de pagar à vista consegue chegar a um preço melhor ainda, 45% menor. O maior desconto era oferecido para um depurador de ar, que tinha preço inicial de R$ 479, mas agora é vendido por R$ 158.

Queda nas vendas
Afetados pelo ritmo mais lento de crescimento da economia e pelo impacto negativo da Copa do Mundo que drenou a renda do brasileiro para a compra de TVs, os fabricantes de fogões, geladeiras e lavadoras fecharam o primeiro semestre com o pior desempenho de vendas dos últimos dez anos. De janeiro a junho, o número de eletrodomésticos comercializados da indústria para o comércio caiu 12% na comparação com o mesmo período de 2013.

O resultado do semestre foi influenciado especialmente pelo forte recuo no segundo trimestre. Levantamento da Eletros, associação que reúne a indústria do setor, mostra que, entre abril e junho, as vendas industriais da linha branca caíram 20% na comparação anual.

Arrecadação
De acordo com a Receita Federal, o único tipo de desoneração cujo impacto diminuiu em 2014 foi a do IPI. De janeiro a maio, o governo deixou de arrecadar R$ 4,706 bilhões com o imposto, queda de 6,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2013 (R$ 5,028 bilhões).

A recomposição gradual das alíquotas do IPI dos veículos, dos móveis e da linha branca – fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho – é a principal responsável pelo crescimento da receita.

As desonerações foram uma das responsáveis pela queda real (descontada a inflação) de 5,95% na arrecadação de maio. Foi a primeira vez no ano em que a arrecadação federal ficou menor que a do mesmo mês de 2013.

Fonte: R7

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