Prefeito de Satuba volta a acusar adversário político na morte de vice

Em entrevista coletiva na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), o prefeito de Satuba, Cícero Ferreira da Silva, o Titor, voltou a acusar o adversário político na morte de seu vice-prefeito, Célio Gomes, o Célio Barateiro. O prefeito prestou depoimento nesta quinta-feira, dia 26, ao delegado-geral de Polícia Civil, Marcílio Barenco.

Titor associa o crime ao grupo político ligado ao candidato derrotado Cyro da Vera Cruz, por causa do mesmo “modus operandi” que o adversário utilizava durante a campanha eleitoral. Segundo o prefeito, antes das eleições várias cartas anônimas eram distribuídas na cidade acusando ele e Célio de envolvimento com ilícitos.

“Tinham dois candidatos. Se você coloca embaixo das portas das casas cartas anônimas dizendo que Titor e Célio são bandidos, foi quem que colocou? Os nossos adversários. Essa nova carta que me acusa de envolvimento com o crime é o mesmo modus operandi”, ressaltou o prefeito.

Quanto ao depoimento que prestou na manhã de hoje na sede da Polícia Civil, Titor informou que foi prestar esclarecimentos ao delegado-geral Marcílio Barenco e também cobrar a solução para o caso. “Espero que a polícia investigue a fundo e prove quem foi Titor e Célio e quem são os adversários. Temos várias informações de vazamento de informações de instituições que comprometem a segurança do Estado. As instituições estão infiltradas para crimes de mando”, destacou

Emocionado, Cícero Ferreira afirmou que irá lutar pela melhoria da cidade de Satuba até sua morte. Ele afirmou temer por sua vida e de sua família. “Há 15 dias estou sem segurança pessoal porque os dois militares que estavam à disposição, fazendo minha segurança particular, tiveram a determinação dos comandantes para retornar aos batalhões de origem”.

Célio Gomes de Oliveira, de 48 anos, o Célio Barateiro, foi morto no dia 27 de dezembro do ano passado em frente ao seu estabelecimento comercial, com mais de dez tiros. O caso da morte de Célio Barateiro vem sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual.

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