Arthur Virgílio desafia governo a provar que é ético

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) criticou, hoje, o discurso em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não havia ninguém mais ético do que ele próprio e que a oposição estaria "com medo" da reeleição. Na avaliação do senador, o presidente fez uma provocação à oposição, que pode ter, segundo ele, "conseqüências funestas". Arthur Virgílio afirmou que desde 1946 não tem havido oposição mais democrática que a atual.

Em seu discurso, o senador leu as manchetes dos jornais para reforçar seu argumento de que Lula estaria se utilizando de "um certo chavismo canhestro" para afastar a crise de seu governo e responsabilizar o Congresso Nacional.

– Se o governo Lula é ético, é preciso demonstrar; não basta dizer. Se Lula perder as eleições é porque seu governo afrouxou com relação à ética – frisou.

Arthur Virgílio disse ainda que, em seu depoimento, Maurício Marinho, ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, teria desmentido "cabalmente o presidente". Ele questionou também o fato de o PT ter esvaziado o poder de Sílvio Pereira, secretário-geral do partido, e Delúbio Soares, diretor de finanças.

– Se é verdade que não há envolvimento de nenhum deles nas denúncias de corrupção, por que o partido teria esvaziado suas funções no partido? – indagou.

Arthur Virgílio contestou declaração dos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que afirmaram que "as elites querem desestabilizar Lula". Ele disse que a crise atual – "moral e ética" – partiu do governo, que teria relações promíscuas com empresas e com o Parlamento.

– Lula diz que não se pode ficar correndo atrás de denúncia vazia. Não sei de denúncia mais cheia que aquela de ver um empregado de uma estatal recebendo propina de três mil reais – disse o senador.

Arthur Virgílio concluiu seu pronunciamento dizendo que Lula precisava recuar e fazer uma reforma "intragoverno" porque esse estaria sendo visto com desconfiança.

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