Renan manifesta preocupação com revelações de Duda Mendonça

As revelações do publicitário Duda Mendonça à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios preocuparam o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (11), Renan disse que o depoimento parece sincero e é muito grave.

– O depoimento nos remete a um cenário pantanoso de ilegalidade, incompatível com a legislação brasileira. Sonegação fiscal, evasão, conta no exterior, são coisas que precisam ser investigadas o mais rapidamente possível. Nada pode ficar sem resposta – afirmou.

Renan disse que continuará apoiando as CPIs e as investigações e que vai "cuidar da cura".

– O corpo está aí, estendido no chão. Nós precisamos fazer urgentemente as mudanças na legislação político-eleitoral para que as próximas eleições não sejam viciadas e não tenham os mesmos erros das outras eleições, que comprometem a legitimidade – alertou.

A crise política atual, continuou o presidente do Senado, é também uma grande oportunidade para realizar mudanças e para separar os bons dos maus políticos. Ele voltou a defender o fim da "pirotecnia" das superproduções de televisão e os chamados "showmícios", além de regras claras para o financiamento de campanhas. Renan evitou opinar sobre a possibilidade de um processo de impeachment para o presidente da República.

– Não compete ao presidente do Congresso Nacional falar sobre isso. Pode ou não ser o desfecho da investigação. Quem deve dar a resposta final é a investigação da CPI. Agora, a sociedade está exigindo que essa investigação se faça rapidamente, que os resultados comecem a aparecer. A investigação completou 65 dias e 47 pessoas já foram punidas. A faxina já começou – assinalou.

Renan disse também que a insolvência política do governo começa a dificultar a economia e a votação da medida provisória que reajustou o salário mínimo em maio, realizada na noite de quarta-feira (10) – com a derrota do governo – é uma demonstração disso.

– O governo está omisso e não tem priorizado uma agenda do país, que é mais do que uma agenda do governo. O Senado tem feito a sua parte. Votamos uma radical reforma política em 2001, que não caminhou na Câmara dos Deputados. Nós estamos agora trabalhando para votar até o dia 22 uma segunda versão da reforma, que cuida da propaganda, da duração, do financiamento – frisou.

Para Renan, falar em antecipação de eleições e convocação de assembléia nacional constituinte agora, caracteriza golpe.

– Não dá para concordar com isso – concluiu.

Fonte: Agência Senado

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