Alvaro Dias quer relação de cargos de confiança no governo

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) anunciou em Plenário, nesta quinta-feira (13), a apresentação de dois requerimentos de informação sobre ocupantes de cargos de confiança na Casa Civil da Presidência da República e no Ministério do Planejamento. Seu objetivo é obter a relação completa dos cargos e das funções públicas de livre nomeação nas duas repartições, além da forma de preenchimento por seus respectivos ocupantes. Ele pede ainda que sejam informados os nomes dos responsáveis por eventuais indicações políticas.

Desde as denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson contra integrantes do atual governo, Alvaro Dias observa ter-se iniciado uma investigação para desvendar os mistérios de uma suposta rede organizada de corrupção. O tucano fez questão de ressalvar, entretanto, que o fato de alguém ser nomeado politicamente para um cargo de confiança não significa ser responsável por algum ato de corrupção. De qualquer forma, acredita que a listagem das indicações políticas pode auxiliar na transparência das atividades da administração pública.

– Por meio da nomeação política de militantes de vários partidos para cargos de importância no governo federal, é que se procurou captar recursos para a sustentação desse esquema de corrupção – avaliou.

Febre aftosa

O senador pelo Paraná aproveitou para comentar também o recente aparecimento de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. Como a origem do problema permanece incerta, ele preferiu não culpar o governo federal pelo episódio. No entanto, reclamou que, dos R$ 167 milhões a serem liberados para a defesa sanitária em 2005, apenas R$ 90 milhões teriam sido garantidos pelo Ministério da Fazenda.

– Os indícios levam a crer que o governo seja o responsável. O Mato Grosso do Sul não recebeu um centavo das verbas federais para defesa sanitária – considerou.

Alvaro Dias ressaltou ainda que, apesar de o país contar com um rebanho de quase 200 milhões de cabeças, o governo liberou apenas 1,57% do previsto para a área de saúde animal (R$ 533 mil).

– Não se admite que o governo trate desta forma um setor que rende US$ 3 bilhões por ano – acrescentou.

Fonte: Agência Senado

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