Para Calheiros, Palocci deve se explicar no plenário do Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pressionou hoje as lideranças governistas para garantir que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, compareça ao Legislativo. A proposta de Calheiros é transferir a audiência com Palocci prevista para o dia 22, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), para o plenário do Senado.

"O ministro tem que vir mesmo. Se não vier, vai ser convocado mais cedo ou mais tarde por uma das CPIs. É necessário que ele venha e eu defendo que seja em plenário", disse o presidente do Senado.

Pela proposta do líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), a sessão para ouvir Palocci deve ser conjunta com a Câmara. Além do convite da CAE, o ministro já é alvo de uma convocação da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

"Vamos fazer conjunta com a Câmara, onde o ministro já está convocado", afirmou Virgílio. A proposta foi aceita por Calheiros, que vai acertar a questão agora com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP).

A presença de Palocci é necessária, na opinião da oposição e de Calheiros, para falar da política econômica, do superávit primário registrado neste ano, que ultrapassou a meta imposta no Orçamento. Os congressistas também querem que o ministro esclareça as denúncias de irregularidades na sua gestão à frente da Prefeitura de Ribeirão Preto (interior de São Paulo).

Depoimentos

Ainda hoje, dois ex-assessores de Palocci em Ribeirão Preto irão prestar depoimento na CPI dos Bingos –Vladimir Poleto e Rogério Buratti. Os dois devem falar sobre os recursos que supostamente o PT recebeu do governo de Cuba para financiar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após o debate sobre a convocação de Palocci, o presidente da CPI dos Bingos, Efraim Morais (PFL-PB), avisou que o requerimento para a convocação do ministro para depor na CPI já está em pauta, e falta apenas ser votado. "Ainda não aprovamos o requerimento, mas o faremos se o ministro não comparecer na reunião da CAE, que deverá ser conjunta com a Câmara."

Os integrantes da base aliada ao governo tentaram acalmar os ânimos do plenário e garantiram que o ministro vai estar no Senado no dia 22. Assim que o fato foi confirmado, vários senadores tentaram já fazer sua pré-inscrição para inquirir Palocci.

"O ministro já aceitou vir falar na CAE. Ele ligou para Vossa Excelência, mas não conseguiu falar. Ele já acertou a audiência com o presidente da CAE" informou o líder do governo, Aloízio Mercadante (PT-SP), ao presidente do Senado. "O ministro vai vir e falar abertamente", acrescentou o senador Tião Viana (PT-AC).

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