Lula diz que divergências entre sua equipe são "saudáveis"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta sexta-feira, durante entrevista concedida para nove emissoras de rádio, que as divergências entre os integrantes do seu governo são "saudáveis e fazem parte da democracia".

Os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil) andaram trocando críticas públicas nos últimos dias. "Eu não me preocupo com a divergência, acho que ela é salutar. É saudável que as pessoas expressem o seu pensamento até que esse comportamento não prejudique a totalidade e o conjunto do governo."

Lula reafirmou a confiança que tem em sua equipe e disse que os dois ministros são extremamente importantes para o governo e que não está do lado de nenhum dos dois, mas sim "do lado do povo brasileiro".

O presidente disse ainda que só há um caminho para acabar com as divergências e este caminho é o diálogo dentro do governo. "Na medida em que os ministros tenham divergência, como é que nós dirimimos essa divergência? Nós convocamos uma reunião com os ministros que estão divergindo e resolvemos o problema porque aí nós transformamos a divergência numa política pública do governo e todos passarão a defender aquela política pública", afirmou Lula.

"Por enquanto eles estão debatendo. Quando eles terminarem o debate trarão na minha mesa e junto com a Comissão de Política Econômica nós pegamos essa tese, transformamos numa política pública de governo, e aí a Dilma, o Palocci, o presidente Lula, o ministro do Planejamento, o ministro da Agricultura, a ministra do Meio Ambiente, todos passarão a defender a política defendida pelo governo", reiterou.

O presidente afirmou ainda que não acredita que o ex-ministro José Dirceu tenha dito que ele não queria saber dos problemas do governo. "Eu não acredito que o Zé Dirceu tenha dito isto. Eu não li. Em poucas vezes se trabalhou tanto no governo."

Reeleição

Em um determinado momento da entrevista, Lula chegou a dizer que disputaria as eleições no ano que vem. No entanto, em seguida, voltou atrás e se desculpou afirmando que ainda iria decidir sobre a questão.

O presidente disse que só vai decidir no ano que vem, em março ou abril, se será ou não candidato à reeleição e que não será apenas uma decisão pessoal, mas do PT.

"Ainda não decidi se sou candidato. Votei contra a reeleição na Constituinte. Fui uma vítima da reeleição, quando em 1994 eu tinha chances de ganhar."

Fonte: Folha online

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