Vítimas não reconhecem assaltantes presos

As cinco pessoas presas e apontadas pela polícia como assaltantes que já roubaram o equivalente a R$ 800 mil em Maceió, não são os mesmos que atacaram as residências do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Estácio Gama, em Paripueira, nem do juiz goiano, na Barra de São Miguel.

Também não foram eles que assaltaram dez mansões na Santa Amélia, no ano passado – as vítimas não reconheceram nenhum deles; e ainda negaram que os eletrodomésticos, que a polícia recolheu numa casa que teria sido comprada pela suposta quadrilha, no Trapiche da Barra, tivessem sido retirados de suas casas.

Despistar

Segundo a versão da polícia, uma ligação telefônica anônima para a Delegacia de Paripueira levou à prisão de “Neguinho”, que acabou delatando o presidiário Silvio Noberto de Souza, foragido do Baldomero Cavalcante, os irmãos José Robson e José Eraldo Bezerra Leite, e mais Claudemir Farias dos Santos, Klebson Pereira da Silva, Genauro Paulo de Lima e Jamerson Santos de Oliveira.

Dos sete apontados por “Neguinho” como assaltantes, a polícia conseguiu prender cinco – José Eraldo e Jamerson conseguiram escapar ao cerco policial na Rua Cabo Reis.

Como as vítimas não reconheceram os presos como sendo assaltantes – eles confessaram apenas crimes de arrombamento de residências, o que é diferente de assaltar – o telefonema para a Delegacia de Paripueira, se realmente existiu, deve ter sido para despistar a polícia.

Hoje pela manhã o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Estácio Valente, deu entrevista coletiva à imprensa e afirmou categoricamente que os assaltantes que o fizeram de refém e subiram com ele ao primeiro andar de sua residência, estavam encapuzados. O desembargador não reconheceu entre os objetos – jóias, televisores, DVDs, celulares e aparelho de som – apresentados pela polícia, nada que lhe pertencesse.

O Alagos24horas voltou a manter contato com a assessoria do Tribunal de Justiça e o jornalista Vladimir Calheiros, assessor de Comunicação do TJ, confirmou que o desembargador Estácio Gama não reconheceu os assaltantes, nem os objetos apreendidos pela polícia numa casa que a suposta quadrilha presa teria comprado por 90 mil reais na Rua Teonilo Gama, no Trapiche da Barra.

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