Crianças brincam de ler no Dia Nacional do Livro Infantil

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No dia em que nasceu o maior escritor infantil brasileiro, pequenos estudantes desfrutaram das obras do homenageado, Monteiro Lobato. As atividades visam formar adultos que gostem dos livros, num país que tem baixa média mundial de leitura.

De acordo com a consultoria NOP World, que entrevistou 30 mil pessoas em 30 países entre dezembro de 2004 e fevereiro de 2005, o Brasil ocupa a 27ª classificação na lista, com a média semanal de 5,2 horas. A primeira colocação ficou com a Índia, onde os entrevistados têm a média de 10,7 horas semanais de leitura.

Entre as qualidades adquiridas pelo hábito da leitura, estão o aumento do conhecimento, o exercício da criatividade e a facilidade para o aprendizado.

“Quanto mais cedo a criança desenvolver o gosto pela leitura, mais fácil será o aprendizado na sala de aula, por isso incentivamos as crianças desde o primeiro ano de idade”, diz a diretora pedagógica da Escola Espaço Educar, Conceição França.

Na escola, o Dia Nacional do Livro Infantil foi lembrado com atividades que começaram ontem e ocorrerão até o final desta semana, como feira de livros, hora do conto, oficinas de artes e muito bate-papo com escritores alagoanos.

As atividades são realizadas com crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental e ainda contou com escritores alagoanos que participaram de entrevistas com os estudantes.

O gosto pela leitura

Entre os livros mais lidos pelos indianos, líderes na média de leitura mundial, estão os de auto-ajuda e motivacionais, que podem explicar o hábito como algo prazeroso. “A criança só terá o hábito de ler se criarmos momentos prazerosos para iniciar a leitura”, ensina a diretora pedagógica.

Foi assim com Renata Góis, que tem 9 anos e já devora livros de aventura e contos de fada. Ela diz que a mãe a contou as primeiras histórias. “Depois eu aprendi com os gibis e hoje já li vários livros, entre eles o de Monteiro Lobato, Reinações de Narizinho”, conta a menina orgulhosa.

Mesmo sem a aprovação de alguns educadores, os gibis ou livros de fácil entendimento acabam ajudando as crianças a gostarem de ler e criarem um hábito que poderá acompanhá-las a vida inteira.

Ingrid Torga, de 8 anos, ainda lembra da mãe lhe contando histórias e agora escreve seu próprio livro. “Gosto muito de ler, dá pra viajar e conhecer coisas novas. E depois de um sonho comecei a escrever meu primeiro livro, que se chama Encontro Júpiter”, diz a estudante, que alimenta o sonho de ser escritora quando crescer.

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