Trinidad e Tobago empata e proporciona a primeira zebra da Copa

A modestíssima seleção de Trinidad e Tobago aproveitou sua estréia em Copas do Mundo para proporcionar a primeira grande surpresa na edição da Alemanha, ao arrancar um empate contra uma Suécia inoperante, mesmo jogando com um homem a mais durante todo o segundo tempo.

O resultado foi um prêmio, uma façanha para a seleção que representa o menor país na história dos Mundiais e cujas principais conquistas vêm das pistas de atletismo.

O técnico holandês Leo Beenhakker, comandante da seleção caribenha, pode, assim como todos os torcedores, estar feliz com o elogiável trabalho de seus jogadores, muito inferiores aos rivais.

A seleção de Trinidad e Tobago sentiu a pressão de um estádio repleto de suecos. Logo no começo do segundo tempo, o zagueiro Avery John recebeu o segundo cartão amarelo e foi obrigado a deixar a partida. Mesmo com um jogador a menos, os caribenhos puseram o coração em campo contra a Suécia, incapaz de jogar com liberdade e desestabilizar o lutador conjunto de Beenhakker.

Antes do início da partida, Ibrahimovic conversou carinhosamente com o técnico holandês. Foi Beenhakker quem o levou, ainda jovem, para o Ajax, da Holanda. E o habilidoso atacante da Juventus não está em boa forma, algo visível frente à pressão dos zagueiros Sancho e do gigante Lawrence, um jogador com de mais de dois metros de altura e que mais se parece com um de basquete ou de vôlei.

Henrik Larsson e Fredrik Ljungberg, jogadores habilidosos, mostraram o que puderam durante a partida, mas o futebol da Suécia foi lento, para desespero de sua torcida. Anders Svensson, substituído no segundo tempo por Allbäck, e Linderoth não deram o ritmo necessário à seleção sueca e, com isso, Trinidad e Tobago, apesar de suas carências, não encontrou problemas para se defender.

Além disso, o goleiro Shaka Hislop cresceu durante o jogo, para acabar com os poucos momentos de inspiração de Ibrahimovic e Larsson.

Trinidad e Tobago é uma equipe formada basicamente por jogadores que atuam em clubes da segunda divisão do futebol inglês e em vários times menores escoceses. Todos modestos, com destaque apenas para aquele atacante que deslumbrou o mundo junto com Andy Cole no Manchester United.

A partida dos suecos, que não ganham seu jogo de estréia em Copas do Mundo há 48 anos, demonstrou o porquê de a seleção chegar na Alemanha em má fase.

A expulsão de Avery John em nada ajudou aos suecos. O técnico da seleção caribenha, Beenhakker, movimentou peças para reordenar seus jogadores e soube conter uma possível invasão nórdica a sua área.

A Suécia tentou, em vão, colocar em ação quase toda a sua artilharia, mas não havia mais remédio.

Ao término da partida, os rostos dos envolvidos na disputa eram o espelho da alma dos últimos minutos de jogo. Beenhakker quase sorria; os jogadores de Trinidad e Tobago olhavam com esperança e os suecos quase desesperadamente; os torcedores caribenhos festejavam cada momento; e os suecos, insossos, não sabiam se animar, protestar ou chorar.

Ficha técnica: Trinidad e Tobago: Hislop; Gray, Lawrence, Sancho e Avery John; Edwards, Birchall, Theobald (Whitley, aos 22 min do segunto tempo) e Yorke; Samuel (Glen, aos 8 minutos do segundo tempo) e Stern John.
Técnico: Leo Beenhakker.
Suécia: Shaaban; Alexandersson, Lucic, Mellberg e Edman; Willhelmson (Jonsson, aos 33 minutos do segundo tempo), Linderoth (Källstrom, aos 33 minutos do segundo tempo), Anders Svensson (Allbäck, aos 12 minutos do segundo tempo) e Ljungberg; Ibrahimovic e Larsson. Técnico: Lars Lagerbäck.
Árbitro: Shamsul Maidin (CIN).
Cartões amarelos: Avery John e Yorke (Trinidad e Tobago); Larsson (Suécia).
Cartão vermelho: Avery John (Trinidad e Tobago).

Fonte: UOL

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