Violência doméstica aumenta risco de mortalidade infantil

A violência doméstica contra as mães durante a gravidez aumenta significativamente o risco de morte das crianças durante os primeiros estágios da infância, de acordo com um estudo com famílias da Índia conduzido por pesquisadores da Escola Bloomberg de Saúde Pública, da Universidade Johns Hopkins.

O risco foi mais de duas vezes maior durante os períodos perinatal (28 semanas de gravidez aos primeiros sete dias após o nascimento) e neonatal (primeiro mês depois de nascer) para crianças de mães que sofreram violência doméstica durante a gravidez do que quando comparado com filhos de mães que não sofreram abuso. O estudo está na edição de agosto da American Journal of Public Health.

O estudo foi realizado utilizando dados de duas pesquisas de saúde separadas, realizadas com homens e mulheres vivendo em Uttar Pradesh, um Estado pobre no norte da Índia com altos índices de violência doméstica e mortalidade nos primeiros estágios da infância. Com as pesquisas, os pesquisadores combinaram os dados de 5.553 casais e, então, analisaram os resultados de 2.199 mulheres grávidas.

De acordo com os resultados, quase 18% das participantes do estudo foram fisicamente abusadas por seus maridos durante a gravidez mais recente. Em comparação, a prevalência da violência doméstica durante a gravidez nos Estados Unidos está estimada ente 4% e 8%.

Depois de adequar os fatores sociodemográficos e de saúde materna, os pesquisadores descobriram que o risco de mortalidade durante os períodos perinatal e neonatal mais do que dobrou para as crianças nascidas de mães que sofreram violência doméstica.

Porém, os pesquisadores não encontraram associações significativas entre a violência doméstica e a mortalidade em estágios mais avançados da primeira infância. De acordo com os pesquisadores, a violência doméstica pode elevar o risco de mortalidade através de danos diretos ao feto durante a gravidez, por afetar negativamente o estresse e os níveis nutricionais da mãe, ou ao impedir que a mãe procure cuidados médicos apropriados.

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