Durante a reunião na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no Farol, que discute o esquema de segurança a ser montando para as eleições municipais, previstas para o mês de outubro, o secretário de Segurança de Alagoas, coronel Lima Júnior, destacou que 100% do efetivo das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros serão utilizados para coibir atividades ilegais independentemente de quem seja o infrator.
De acordo com o secretário, nenhum tipo de transgressão à legislação eleitoral será permitida, não importa se ela venha da parte de candidatos ou eleitores. “A orientação que passamos é que as pessoas cumpram a legislação eleitoral, pois não vamos tolerar nenhum tipo de abuso. E as polícias vão estar prontas para atuar contra quem for, pois nós não temos nenhum partido político, a segurança pública é uma pasta técnica do governo e o governador tem demonstrado muito esse posicionamento”, diz o secretário.
Com isso, 200 militares da reserva técnica da Polícia Militar irão ajudar no efetivo que será distribuído nos 102 municípios alagoanos, ondem ocorrem o pleito para os cargos de prefeito e vereador. “Estamos trabalhando com a reserva técnica contando com os alunos e futuros policiais, estamos trabalhando para daqui para a eleição agilizar também a reforma da Casa de Custódia. Queremos entregar logo para Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social [Seres], para que aqueles policiais que estão hoje na Casa venham para as ruas ajudar nas eleições”, disse o secretário.
Por enquanto, nenhum município em especial foi citado pelo secretário. A estratégia de atuação foi debatida na manhã de hoje junto a promotores e juízes eleitorais no sentido de agilizar o atendimento as ocorrências durante o todo o período de votação.
“Evidentemente que eleição municipal é uma eleição que temos maior preocupação porque é uma disputa de rua a rua e, assim, há uma tendência natural de existir maior número de ocorrências. O que chama a atenção são as cidades do interior que têm histórico de disputas familiares, disputas mais acirradas, e isso aí estamos acompanhando e queremos dar um reforço maior dos órgãos de segurança”, destaca.
Para o presidente do Tribunal Regional de Alagoas (TRE/AL), desembargador Sebastião Costa Filho, e que preside a iniciativa, o foco das ações cai mais sobre a compra e venda de votos. “Estamos trabalhando aproximadamente há 90 dias, com as inteligências das polícias Civil, Militar e Federal para identificar isso. Então nós esperamos não encontrar nada, o problema de tudo é que a população acredita que o corrupto e o corruptor não respondem ao mesmo processo, mas sim, ambos respondem. Aquele que for flagrado vendendo o voto também será preso e responderá na Justiça”, alerta.
