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Bispo Filho

Bispo Filho é Administrador de Empresas e Estudante de Jornalismo.

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Como a escola pode atuar na prevenção ao uso de álcool e outras drogas?

A aproximação dos jovens com álcool e drogas ocorre, geralmente, no início da adolescência, quando eles ainda estão em ciclo escolar.

Por curiosidade, pela influência de conhecidos ou para se “destacar” em um grupo, esses jovens iniciam o uso de entorpecentes muito cedo e, as vezes, ao redor da própria escola.

Segundo um levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) realizado com estudantes de escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, mostrou que 65,2% dos entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume.

As drogas licitas e ilícitas estão presentes no cotidiano dos jovens brasileiros, e a escola, por ser um ambiente privilegiado para a reflexão e formação de valores éticos e morais, tem, junto com os pais, um papel fundamental na prevenção ao uso de álcool e drogas pelos estudantes.

O trabalho de prevenção deve ser iniciado ainda na Educação Infantil, por meio de atividades que levem as crianças a conhecerem a sua identidade, as incentivando a terem uma postura cidadã e com responsabilidade social, bem como reforçando a importância de incorporar hábitos saudáveis em seu cotidiano.

Nas séries subsequentes, quando os alunos já compreendem melhor o assunto, a prevenção ao uso de álcool e drogas deve ter como foco a saúde física, mental e emocional, tanto de quem usa quanto das pessoas envolvidas, como familiares a amigos.

A prevenção ao uso de álcool e drogas também pode ser abordado de forma interdisciplinar, exercitando a reflexão dos alunos sobre os contextos e determinantes sociais, políticos, econômicos, históricos, biológicos, culturais e éticos que envolvem o tema.

Segundo o autor Antônio Mourão Cavalcante, em seu livro Drogas: Esse barato sai caro: Os caminhos da prevenção, “as informações, como meio mais importante de prevenção, devem focar a qualidade de vida e não as drogas – produto – em si. Isso poderia surtir o efeito contrário, excitar a curiosidade dos adolescentes, tão ligado a situações desafiadoras. O processo de prevenção deve buscar abranger a qualidade de vida ligada aos hábitos dos adolescentes, englobando seus problemas e interesses”, explica.

Nesse sentido, os professores devem buscar continuamente conhecimentos científicos que os ajudem aprimorar as práticas pedagógicas relacionadas a prevenção ao uso de drogas.

Por exemplo, nas aulas de Ciências, os educadores podem abordar os prejuízos do álcool e das drogas ilícitas ao organismo, bem como as alterações mentais que elas causam.

Nos encontros com os tutores ou orientadores educacionais, é interessante promover uma discussão coletiva, refletindo sobre questões sociais relacionadas à família, à vida profissional e aos amigos.

Ao trabalhar a prevenção de forma primária, ou seja, evitando a experimentação, a escola enfatiza aos jovens que eles são responsáveis por suas ações, por isso, devem fazer escolhas saudáveis e conscientes, desenvolvendo o protagonismo e a autonomia nos estudantes.

O trabalho de prevenção deve ser contínuo e a escola precisa ser um ponto de convergência de programas e projetos que visem a promoção da saúde em toda a comunidade onde está inserida, disseminando a educação e a conscientização dos perigos que o uso de álcool e drogas podem ocasionar na vida de quem os utiliza, principalmente dos jovens, que têm um futuro repleto de possibilidades.

Fica dica!

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