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Bispo Filho

Bispo Filho é Administrador de Empresas e Estudante de Jornalismo.

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Moradora de rua assassinada ao pedir R$ 1 nos mostra uma sociedade fria e desumana!

Uma moradora de rua foi morta depois de pedir R$ 1 real para um homem no centro de Niterói, no Rio de Janeiro, no último sábado (16). Imagens de câmera de segurança flagraram a frieza do homem.

Zilda Henrique dos Santos Leandro, de 31 anos, foi socorrida com vida, mas morreu logo após dar entrada em um hospital da região. Identificado como Aderbal Ramos de Castro, o homem sai andando tranquilamente pela rua enquanto a moradora de rua agoniza no chão.

O homem disse que não gostou de ser abordado por Zilda e por isso atirou. Um pedido de prisão temporária foi decretado e ele foi encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

A forma banal e fria como agiu o assassino da moradora de rua, em Nitérói, só é possível quando boa parte da sociedade se acomodou em conviver com a tragédia, a ponto de permitir que um pistoleiro circule livremente – com o agravante de, segundo a advogada do acusado, possuir porte de arma.

A tese da defesa de Aderbal Ramos de Castro, quando confrontada com as imagens, beira o cinismo. Alegar que houve reação a uma tentativa de assalto fere a inteligência. É fácil constatar que Zilda levava nas mãos uma garrafa plástica de água e não oferecia nenhum perigo. Ela apenas pediu esmola, segundo testemunhas.

E o assassino, após os disparos, se afasta sem prestar nenhum socorro nem demonstrar preocupação por ter retirado a vida de uma mulher. Apenas foi embora, talvez contando com a impunidade ou negligência das autoridades quando crimes envolvem gente despossuída.

A sociedade está doente,cada dia mais se definhando , e cada vez mais regredindo ao invés de progredir.

Ao invés de crescerem , se tornarem mais humanos, mais inteligentes e evoluir junto com a tecnologia, mas fazem ao contrário.

A cada dia mais as pessoas estão se tornando mais agressivas, mais desumanas, egoístas.

Não podemos naturalizar esse tipo de violência.

Muito menos demonstrar surpresa, já que esses eventos cruéis têm ocorrido com frequência entre nós.

Estamos encalacrados num mundo perverso do qual precisamos nos libertar.

O primeiro passo deveria ser aceitar que nossa sociedade está muito doente.

O tempo, a correria do dia a dia, as injustiças, a insegurança são como paredes de concreto que nos impossibilitam de olhar para o lado e enxergar que o outro existe.

Não há palavras que descrevam ou que confortem os que sofrem esse tipo de violência, mas e ao seu lado?

E no seu caminho corrido para o trabalho?

Dentro da sua escola ou faculdade?

Dentro da sua própria casa?

Olhar para o outro não é uma tarefa fácil, mas está no outro o reflexo de quem você de fato é.

A cura de alguém pode ser você.

A cura da humanidade só pode ser a gente.

Fica a dica!

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