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Um DEM para além do DEMO

Apesar de ser uma das lideranças mais expressivas do Democratas no País, o vice-governador José Thomáz Nonô não deverá- a exemplo de outros demistas- conseguir conter a debandada de integrantes do seu partido para o PSD, de Kassab.
A crise de identidade do DEM nacional não é tão diferente da mesma crise que enfrenta o DEM em Alagoas- tendo como liderança quase única o vice-governador. Senão vejamos:
Nonô disputou- e perdeu- a Prefeitura de Maceió em 2000. Era uma tentativa do então PFL (hoje DEM) de atrair o eleitorado jovem, investindo em uma “modernização” ou “renovação” na imagem do então deputado federal. Pela eleição, Nonô pintou os cabelos brancos e usava um computador. Derrotado, reelegeu-se em 2002 a Câmara Federal, apostou no Senado em 2006 e perdeu, de novo. Retornou ao cenário político como vice governador em 2010.
No palco nacional, o Democratas percebeu que pintar os cabelos e mexer em um mouse não seriam- por si só- suficientes para alterar a fama adesista e fisiológica do DEM. Antes PFL, foi refundado em março de 2007. Isso porque antes era uma dissidência do PDS- legenda herdeira da Arena, o lastro da ditadura militar.
O discurso ainda é liberal ou “não somos direita mas direitos”, como disse o “Alemão” Jorge Bornhausen- ainda cacique do DEM ou PFL ou PDS ou Arena.
Mas, o DEM viu-se dividindo o tal liberalismo ético com Antônio Carlos Magalhães ou José Roberto Arruda, no mais recente dos escândalos em Brasília que acabou em panetone: Arruda apeado do poder em Brasília, extraído do DEM.
Sem estar “modernizado” ou “a frente de seu tempo”, o PFL/DEM de 2000 é o mesmo de 2011, em Alagoas. No mapa dos votos, Nonô tem eleitores basilares em três regiões: a da cana de açúcar, a da bacia leiteira e do sertão. Nelas, estão os representantes do setor produtivo- usineiros e fazendeiros- com Nonô sendo produtor de cana de açúcar.
Como não basta alterar o figurino, o DEM nacional tentou investir em uma nova liderança: o vice do candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, Índio da Costa. Dele não se retirou o passado do DEM. E por ele fez-se muito barulho. Por nada.
Nonô procura no deputado estadual Jeferson Morais uma alternativa de “modernização” da legenda, com um eleitorado menos ruralista, mais ligado a Grande Maceió e com um discurso com todos os ingredientes. Menos o passado do DEM, o liberalismo ético ou uma vinculação direta com o Governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Os líderes da velha Arena são os mesmos. E o PSD “nem centro, nem direita nem esquerda” é um liquidificador ideológico que não precisa gastar tintas nos cabelos.
Ou brincar de mexer no computador.

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