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Luxemburgo disse ‘não’ ao Vasco por convite de voltar à China

Alexandre Loureiro / Getty Images

Alexandre Loureiro / Getty Images

O motivo de Vanderlei Luxemburgo ter recusado a proposta do Vasco não foi pelas condições de trabalho oferecidas pelos cruzmaltinos. O treinador está com passagens emitidas para voltar à China nesta quarta-feira. Ele vai almoçar com o presidente do antigo time Tianjin Quanjian, Shu Yuhui, e assistir à primeira partida da equipe em casa, no dia 1. O convite foi feito pelo próprio dirigente, há cerca de 15 dias, com todas as formalidades comuns ao país: convite feito por email, em documento timbrado do time, com jantares e hospedagem por conta do cartola.

Treinado pelo italiano Fábio Canavarro, o time ainda não venceu na temporada. Agora na primeira divisão do chinês, o Tiajin perdeu a primeira por 2 a 0 para o Guangzhou R&F e empatou em 1 a 1 com o Shanghai Shenhua, em jogo que Alexandre Pato perdeu um pênalti. No sábado que vem, fará a primeira partida em casa, à qual o presidente quer que Luxemburgo assista.

A equipe que trabalha com o treinador ficou surpresa com o convite. Na temporada passada, embora avaliassem que o brasileiro fazia um bom trabalho, os chineses o demitiram após desentendimentos com pessoas que trabalhavam no clube. Luxemburgo afirmou à época que estava sendo alvo de um boicote por parte de membros do time que teriam chegado até a convencer alguns jogadores chineses a perder para forçar a saída do técnico.

De acordo com pessoas que trabalham com a equipe, ouvidas pelo Blog, o trabalho de Luxemburgo foi bem avaliado pelos dirigentes chineses. Mas, dessa vez, se o pedido for para que ele volte a comandar o time, ele não poderá levar tantas pessoas para trabalhar lá, como fez da última vez, quando chegou a ter dez brasileiros no clube. Dos jogadores que o treinador levou, apenas Geuvânio permanece. Jadson e Luís Fabiano voltaram este ano.

A transação de Pato chamou a atenção pelas altas cifras envolvidas, numa valorização fora do normal. O brasileiro saiu do Corinthians para o Villareal por R$ 10 milhões (3 milhões de euros) e em menos de um ano foi negociado por R$ 60 milhões (18 milhões de euros) com os chineses. Além dele, Canavarro levou o belga Witsel e o também brasileiro, ex-Santos, Júnior Moraes.

Luxemburgo passou seis meses no Tianjin, em 2016, ganhando cerca de R$ 24 milhões em salário, ou 1 milhão de euros por mês. Além disso, em seu contrato havia multa prevista de R$ 40 milhões (10 milhões de euros), caso não terminasse a temporada, o que aconteceu.