Categorias: Justiça

Contra ex-prefeito de Girau do Ponciano pesam três novas fraudes em licitações, diz MPE

Ascom/MPE/Arquivo

Gecoc cumpre mandados em imóveis de ex-prefeitos

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE-AL) informou, nesta sexta-feira (21), que o crime por improbidade administrativa representa a maior demanda de trabalho nos municípios de Girau do Ponciano e Campo Grande, no Agreste alagoano. Somente contra o ex-prefeito Fábio Rangel, preso em operação realizada na última quarta-feira (19), em Arapiraca, há três ações ajuizadas pela não prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) por licitações fraudulentas.

De acordo com o promotor Kléber Valadares, titular da região, todas as denúncias falam sobre pagamentos efetuadas a empresas fantasmas, similar a denúncia que resultou na prisão do ex-gestor municipal. Segundo o MPE, Kléber Valadares é apontado como membro de um esquema criminosos que comprava medicamentos por meio de notas fiscais falsas. Ele é investigado pela Justiça junto aos também ex-prefeitos: José Jacob Brandão (Mata Grande) e Márcia Coutinho (Passo de Camaragibe).

Leia também: Gecoc não descarta envolvimento de mais municípios em esquema de fraude fiscal

Operação do MPE prende ex-prefeito e caça outros dois por desvios na saúde

Além do crime de improbidade administrativa, há também ações da área de família, como pensão alimentícia, por exemplo. “Recentemente ajuizei uma ação de alimentos para que a mãe pudesse receber a pensão. Estou falando de oito crianças que, abandonadas pelo pai, tiveram que ir para as ruas pedir esmola. Esse foi um caso que o Ministério Público não poderia jamais esperar. O Poder Judiciário atendeu ao nosso pedido e, atualmente, o genitor tem descontado quase 50% do seu salário”, contou ele.

“Como existe apenas um promotor na cidade, acaba sendo ele o responsável por todas as áreas. E esse é o nosso caso. Temos atribuição para atuar na área de família, assim como em todas as outras. Abuso de autoridade, probidade administrativa, saúde, educação crimes envolvendo ou não violência, a proteção a criança, ao adolescente, a mulher, ao idoso, as minorias”, detalhou o promotor de Justiça.