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Polícia prende suspeita de realizar abortos no Rio de Janeiro

Mensagens no celular de uma jovem que morreu em julho desencadearam a investigação. Em mensagens trocadas com a vítima, a suspeita chega a perguntar: ‘Prefere na minha casa ou na sua?’

Reprodução / TV Globo

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Policiais da delegacia de Campo Grande prenderam, nesta sexta-feira (13), uma mulher suspeita de praticar aborto clandestino. As investigações começaram quando Glaycy Kelly Sobral do Nascimento, de 20 anos, morreu no dia 28 de julho, depois de, segundo as investigações, ter feito um aborto com Lucilene Nascimento Lourenço.

Os investigadores encontraram conversas no celular da vítima com a mulher que fez o aborto marcando encontro na casa dela, em Campo Grande. Pelas conversas, a mulher cobrava R$ 1.200, mas Glayce Kelly chegou a negociar e pediu que fizesse por R$ 1 mil.

Glayce morava em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e procurou a mulher que fez o aborto porque descobriu que estava grávida de um mês. Depois do procedimento, a jovem passou mal e acabou morrendo no hospital Adão Pereira Nunes, onde foi procurar atendimento médico depois do aborto.

No celular da Glayce os policiais encontraram mensagens trocadas com a Lucilene, onde elas combinam como fazer o aborto. Glayce fala da gravidez: “Eu devo estar com um mês. Eu descobri hoje. Eu fiz o teste de farmácia”. E Lucilene responde: “Se é para resolver não deixa passar muito tempo”. A jovem ainda pergunta onde pode fazer, pois os seus pais não sabem, e Licilene pergunta: “Prefere na minha casa ou na sua?”. Elas marcam em Campo Grande e depois ainda há mensagens em que Glayce diz estar sentindo muita dor.

Imagens feitas pela polícia mostram o momento em que a mulher foi presa em casa. Segundo o delegado William Pena Júnior, em depoimento, Lucilene negou a pratica de aborto clandestino e disse que o número do celular que aparece nas conversas não é dela. A polícia também prendeu a mulher que indicou Lucilene para a vítima, mas ela ainda não prestou depoimento.